Protesto marca abertura do Salão de Frankfurt

Greenpeace ‘fantasia’ carros em manifestação contra a indústria.
Ambientalista diz que veículos ecológicos ‘não são de verdade’.

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Vestidos com jaquetas amarelas, os voluntários da organização distribuíam folhetos com um texto agressivo sobre o tema da 63ª edição da IAA. Com isso, eles pretendem chamar a atenção para o fato de que a tecnologia para a produção limpa de automóveis existe, mas não está sendo corretamente utilizada.

“As montadoras devem deixar claro que seus veículos com motores híbridos são apenas pesquisa e não, de fato, formas para um ambiente mais limpo. De que adianta colocar motores menos poluentes em carros que a grande massa não pode comprar. Para que se tenha um mundo verdadeiramente menos poluente, é preciso produzir em grande escala, para a grande massa”, afirma o especialista em trânsito e voluntário do Greenpeace, Wolfgang Lohbeck.

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A ideia por trás disso é mostrar que limusines e caminhonetes com grandes motores podem até poluir menos, mas não são eles que farão a diferença no futuro. Para que isso aconteça, é necessário que também – e principalmente – os pequenos carros possuam motores com tecnologia limpa. De acordo com Lohbeck, os carros elétricos circularão dentro das cidades, percorrendo apenas curtos trechos, o que não resolve a situação do meio-ambiente e apresentar esses carros como a solução para um mundo ambientalmente mais justo é uma experiência desrespeitosa.

“É perverso. Esses carros não são carros de verdade. Quem é que quer ter que carregar as baterias antes de pegar o carro? E, ainda, ter que parar para recarregar alguns quilômetros depois, quando a bateria acabar? Dizer que esses carros e essa tecnologia é a solução para o futuro e dizer para as pessoas ‘comprem esses carros’ é usá-las como ratos de laboratório. É preciso deixar claro que isso não passa de pesquisa, mas que está longe de ser realidade”, critica Lohbeck.

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Segundo o representante da entidade, estudos mostram que, em 2020, cerca de 1 milhão de veículos elétricos estão circulando nas cidades alemãs, o que não representa 1% do total. Além disso, há ainda a exclusividade de quem será capaz de pagar por um automóvel deste tipo, que não é o grande público. “Esses carros têm que ser introduzidos à grande massa”, finaliza.

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