Japão tem maior fazenda ‘indoor’ do mundo iluminada a LED

Uma fábrica abandonada de semicondutores da Sony no Japão abriga uma fazenda “indoor” que usa cultivo hidropônico e iluminação LED para obter uma produtividade por metro quadrado 100 vezes maior do que no cultivo ao ar livre.

O espaço fica na cidade de Tagajo, na prefeitura de Miyagi, no leste do Japão, a 94km a nordeste de Fukushima — cidade atingida pelo tsunami de 2011 por ondas de até 10m de altura, ocasionando um acidente nuclear na usina local. Após a tragédia, floresceu na região uma promissora indústria de cultivo industrial.

A instalação ocupa pouco mais de 2.300 m2 e tornou-se a maior instalação do tipo no mundo: uma fazenda indoor iluminada por diodos emissores de luz (LEDs). São 17.500 desses componentes luminosos, fornecidos pela General Electric e distribuídos em18 racks, cada um contendo 16 níveis.

Segundo o site “all LED Lighting”, as condições rigorosamente controladas na fazenda dos parâmetros luz diurna, temperatura, umidade e duração controlada do dia, fazem com que alface cresça até a maturidade em 40% do tempo que demoraria para amadurecer ao ar livre. A taxa de perdas devidas a manuseio descuidadoso, mau armazenamento e insetos é quatro vezes maior ao ar livre do que no ambiente controlado da fazenda — é de 10% na instalação e entre 30% e 50% no ambiente aberto convencional —, com a vantagem de que o gasto de água é apenas 1% do dispêndio do precioso líquido que uma fazenda “outdoor” demanda.

A fazenda produz diariamente cinco cabeças de alface por metro quadrado, uma produtividade altamente motivante, especialmente no Japão, onde terras ao ar livre são absurdamente caras. Como na área de Fukushima a demanda por comida é alta e muitas das terras cultiváveis foram comprometidas pela radiação, a motivação é ainda maior.

Os LEDs GE em uso no local foram ajustados para emitir luz branca e rósea, nas frequências otimizadas para a variedade de alface sendo cultivada na facilidade. Os testes começaram em 2012 e a fórmula de luz foi testada no ano seguinte, com a iluminação geral gastando 40% menos energia do que se usasse lâmpadas fluorescentes.

“O que precisamos não é de compactar mais dias e noites no ciclo de 24 horas, mas sim chegar à melhor combinação de fotossíntese durante o dia e fotorrespiração vegetal durante a noite, graças ao controle da luz e do ambiente”, diz Shigeharu Shimamura, fisiologista vegetal que converteu a antiga fábrica da Sony na atual fazenda.

A empresa de Shimamura, a Mirai, está trabalhando com a GE em planos para construir novas fazendas semelhantes, a princípio, em Hong Kong e na Rússia.

A nova tecnologia de otimização de cultivo representa o início de uma era de industrialização agrícola de alta eficiência, com a meta de alimentar 10 bilhões de pessoas.

Mais detalhes, neste vídeo legendado em inglês:

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