Alunos de escola pública confeccionam casinhas com PETs para proteger animais de rua do frio

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Eles são companheiros e não abandonam seus donos por nada, o que não significa que também não estejam sofrendo com o frio. Na cidade de Ilha Comprida, em São Paulo, os alunos do grêmio estudantil da Escola Estadual Professora Judith Sant’Ana Diegues se uniram para oferecer um pouco mais de dignidade aos animais de estimação dos moradores em situação de rua.

Os estudantes estão confeccionando casinhas para proteger os bichinhos do frio e o mais legal é que estão fazendo isso com materiais que seriam jogados no lixo. Garrafas PET e pedaços de madeira usados são a matéria-prima para a produção das casinhas.

Curtiu a ideia? Pois você também pode fazer uma estrutura assim para proteger um cachorro de rua do frio. Isso porque os estudantes disponibilizaram na internet o passo-a-passo da confecção, a fim de que muitos outros bichinhos Brasil afora possam ser ajudados. Confira aqui!

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Link: http://thegreenestpost.bol.uol.com.br/alunos-de-escola-publica-confeccionam-casinhas-com-pets-para-proteger-animais-de-rua-do-frio/

Rede atacadista instala maior usina solar urbana do Brasil em telhado de nova loja em Goiânia

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Goiânia, capital de Goiás, recebeu em junho a maior usina de energia solar em região urbana do país. A planta fotovoltaica foi instalada sobre a cobertura da nova loja do Assaí Atacadista. A GreenYellow, desenvolvedora e parceira do projeto, instalou mais de 2,8 mil placas em uma área de aproximadamente 8 mil m², que gerarão, em um ano, aproximadamente 1.500 MWh. A usina será responsável pela geração de 40% do consumo de energia elétrica da unidade, o equivalente ao que é consumido pelo sistema de ar-condicionado e iluminação de todo o prédio.

A planta fotovoltaica é alugada em longo prazo pela GreenYellow ao Assaí, garantindo redução na conta de energia. “Com este empreendimento, o Assaí se beneficiará de uma energia limpa e segura durante 25 anos, usufruindo de um desconto mensal real na conta de energia por meio de um aluguel fixo”, explica Pierre-Yves Mourgue, diretor-presidente da GreenYellow. “Importamos os equipamentos da China, Itália e Alemanha e em menos de 60 dias conseguimos instalar a maior usina do Brasil em regiões urbanas”, conta. Para a instalação de usinas como esta, são levados em consideração fatores como tarifas das concessionárias de energia elétrica locais e irradiação solar – neste caso, os dados são analisados em um período histórico de aproximadamente 20 anos, para que seja identificado um padrão da intensidade de raios solares que justifique a instalação de uma planta nesses moldes.

O Grupo GPA, que controla o Assaí, afirma que as lojas da rede já vem implementando em suas novas edificações um método construtivo que leva em consideração ganhos para o meio ambiente, visando aprimorar sua eficiência energética, e a instalação da planta fotovoltaica enfatiza essa vertente da rede. “A partir dessa instalação, o Assaí avança na geração fotovoltaica em grande escala, com o objetivo de contribuir para uma operação cada vez mais sustentável”, analisa Belmiro Gomes, presidente do Assaí Atacadista. “A nossa ideia é que, com a expertise da GreenYellow, este projeto se estenda para outras lojas da rede, acompanhando nosso projeto de expansão no Brasil. Nossa expectativa é que todas as lojas orgânicas a serem construídas este ano tenham o projeto da usina instalado – ou o suporte para tal. Queremos criar o conceito de ‘atacado do futuro’, com uma operação cada vez mais sustentável, além, claro, de manter a característica principal de ser um modelo de operação de baixo custo e com preços competitivos”, comenta.

Ao longo de 25 anos de operação, a loja evitará a emissão de quase três mil toneladas de CO2, o equivalente a quase 18 mil árvores plantadas e uma economia de R$ 2,6 milhões. Com a energia gerada pela usina instalada na unidade de Goiânia em um ano, é possível carregar 359 mil celulares, durante um ano; suprir o consumo de energia de 757 residências em um ano; manter 5.300 televisões ligadas por cinco horas todos os dias do ano ou suprir o consumo de todas as linhas do Metrô de São Paulo por um dia.

Esta é a segunda usina instalada em uma loja do Assaí – a primeira foi inaugurada em janeiro de 2017, na unidade da rede em Várzea Grande, no estado do Mato Grosso, com uma área de aproximadamente 2 mil m² no telhado do estacionamento e uma potência instalada das 1.140 placas e de mais de 300 kWp, que produz entre 11% e 15% do consumo total de energia desta loja. A GreenYellow também instalou um projeto piloto em uma loja do Minuto Pão de Açúcar (formato de loja de vizinhança do GPA), em Campinas, no interior de São Paulo, em uma área de aproximadamente 53 m² no telhado da loja e uma potência instalada de 8 kWp. Ao longo de 25 anos de operação a loja evitará a emissão 21 ton de CO2, o equivalente a 295 árvores que teriam sido plantadas.

Link: http://www.ecycle.com.br/component/content/article/35-atitude/5769-rede-atacadista-de-goiania-instala-maior-usina-solar-urbana-do-brasil-em-telhado-de-nova-loja.html?lb=no

Nova tecnologia permite carregar o celular com a urina

“Transforme seu xixi em algo útil”, diziam os cartazes do banheiro especial instalado neste final de semana no Festival de Glastonbury, o principal evento do calendário europeu de shows de música ao vivo.

Nesse banheiro adaptado, os litros de cerveja vendidos aos 100 mil participantes do festival britânico viraram fonte de energia, graças a um projeto do Laboratório de Robótica de Bristol.

O chamado Pee Power funciona com uso de células de combustível revestidas de micro-organismos “comedores de dejetos”, que processam a urina e, como consequência, acabam gerando eletricidade capaz de carregar – por enquanto, lentamente – a bateria de um smartphone. Isso ao mesmo tempo em que produzem água limpa e fertilizante a partir das substâncias da urina.

De acordo com os cientistas de Bristol, o processo atual gera 40 miliwatts de energia com dois litros de urina, um salto considerável em relação aos 2,5 mW do protótipo apresentado em 2013.

Mas ainda bem aquém de um carregador de celular típico, que tem capacidade de 5 watts.

“Nossa proposta é usar a urina, um dejeto, para gerar eletricidade. Não estamos dependendo da natureza errática do vento ou do sol: se existe um produto cujo oferta é sem fim, esse produto é a urina”, diz Ioannis Ieropoulos, cientista que coordena o projeto.

Ieropoulos explica que as células microbiais atualmente geram energia suficiente para permitir o envio de mensagens de SMS, o uso de internet e o que definiu como um “curta” ligação. “Precisamos refinar o processo para sermos capazes de carregar completamente uma bateria”.

Segundo os cientistas, a eletricidade é um suproduto do ciclo de vida desses micróbios, o que basicamente implica que mais urina gerará mais eletricidade. Ieropoulos e sua equipe veem a utilização prática da tecnologia tanto em um futuro de conforto doméstico quanto para solucionar problemas em áreas mais carentes, como campos de refugiados, por exemplo, em que a geração de energia é um dos mais graves problemas.

“As bactérias adoram se alimentar dos dejetos, é o prato favorito delas”, brinca Ieropoulos. “Usar um dejeto como fonte de energia elétrica é o que há de mais ecológico.”

O projeto foi selecionado pela Fundação de Bill e Melinda Gates como uma das propostas que podem ampliar o acesso a saneamento básico, cuja escassez afeta 2,5 bilhões de pessoas no mundo.

Link: http://www.bbc.com/portuguese/geral-40405781

A maior usina solar flutuante do mundo

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Está em funcionamento, na China, a maior usina solar flutuante do mundo, com capacidade de 40MW. Essa geração de energia é suficiente para abastecer uma cidade com 15 mil residências.

O projeto foi instalado a província de Anhui, num lago onde havia uma mina de carvão desativado. Com a usina, a China avança na produção de energia limpa – projetos flutuantes são vantajosos porque se aproveitam de água e terra que até então não tinham utilidade.

A água esfria naturalmente o sistema e a temperatura ambiente, o que melhora a geração de energia e limita danos a longo prazo causados pelo calor. A opção por sistemas flutuantes também evita que se ocupe espaço em regiões densamente povoadas, o que, na China, é um problema em particular. Atualmente, o país abriga mais de cem cidades com populações de, pelo menos, um milhão de pessoas cada uma.

China na dianteira

Embora tenha sido, no passado, uma das maiores poluidoras em todo o mundo no âmbito das emissões de carbono e das mudanças climáticas, a China virou a página com seriedade. Agora, tornou-se um líder mundial na adoção de energias renováveis em busca de um futuro mais verde e sustentável. Esse tipo de compromisso deve ser estendido a todos os países; ao mesmo tempo em que se intensificam as mudanças climáticas, as tendências e mudanças prejudiciais também avançam. Os três últimos anos foram palco de variações de temperatura assustadoras.

O futuro da humanidade está ligado diretamente ao futuro das energias renováveis. Felizmente, inovações como esta – uma planta solar flutuante na China – provam que há incontáveis formas de abordar o problema e reverter a situação de forma prática e efetiva. [Futurism]

Link: http://hypescience.com/finalmente-esta-pronta-maior-usina-solar-flutuante-do-mundo/

Nos Estados Unidos são usados 500 milhões de canudos de plástico por dia

Reportagem no Fantástico afirma: Nos Estados Unidos são usados cerca de 500 milhões de canudos por dia, o que daria para dar duas voltas e meia no planeta por dia só de canudos ou encher 46.400 ônibus escolares de plástico. 😦

Assista ao vídeo:

Link: http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2017/06/ong-se-dedica-exterminar-todos-os-canudos-de-plastico-da-face-da-terra.html

O que é energia solar e como funciona o processo de geração de eletricidade?

Link: http://www.ecycle.com.br/component/content/article/69-energia/2890-o-que-e-energia-solar-como-funciona-radiacao-solar-painel-residencial-fotovoltaica-csp-heliotermica-nuclear-eolica-biomassa-desvantagens-vantagens-eletricidade.html

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O que é a energia solar?

A energia solar é a energia eletromagnética cuja fonte é o sol. Ela pode ser transformada em energia térmica ou elétrica e aplicada em diversos usos. As duas principais formas de aproveitamento da energia solar são a geração de energia elétrica e o aquecimento solar de água.

Para a produção de energia elétrica são usados dois sistemas: o heliotérmico, em que a irradiação é convertida primeiramente em energia térmica e posteriormente em elétrica; e o fotovoltaico, em que a irradiação solar é convertida diretamente em energia elétrica.

Energia heliotérmica ou energia solar concentrada (CSP)

Segundo o Ministério de Minas e Energia, o Brasil tem cerca de 70% de sua matriz elétrica baseada em energia hidráulica, e mais recentemente outras fontes de energia, como a biomassa, a eólica e a nuclear vêm recebendo estímulos.

Em vista de condições hidrológicas desfavoráveis, com períodos de estiagem cada vez mais prolongados, a energia heliotérmica se apresenta como uma alternativa. Ainda mais se considerarmos que os períodos de seca estão associados ao aumento do potencial solar devido à baixa interferência de nuvens e radiação solar mais intensa.

Há vários tipos de coletores e a escolha do tipo apropriado depende da aplicação. Os mais utilizadas são: o cilindro parabólico, a torre central e o disco parabólico.

Como funciona?

Os coletores solares são equipamentos que captam a radiação solar e a convertem em calor, transferindo este calor para um fluido (ar, água, ou óleo, em geral). Os coletores possuem uma superfície refletora, que direciona a radiação direta a um foco, onde está localizado um receptor. Uma vez tendo absorvido o calor, o fluido escoa pelo receptor.

Energia solar fotovoltaica

A energia fotovoltaica é aquela na qual a irradiação solar é transformada diretamente em energia elétrica, sem passar pela fase de energia térmica (característica do sistema heliotérmico)

Como funciona?

As células fotovoltaicas (ou células solares) são feitas a partir de materiais semicondutores (normalmente o silício). Quando a célula é exposta à luz, parte dos elétrons do material iluminado absorve fótons (partículas de energia presentes na luz solar).

Os elétrons livres são transportados pelo semicondutor até serem puxados por um campo elétrico. Este campo elétrico é formado na área de junção dos materiais, por uma diferença de potencial elétrico existente entre esses materiais semicondutores. Os elétrons livres são levados para fora da célula solar e ficam disponíveis para serem usados na forma de energia elétrica.

Ao contrário do sistema heliotérmico, o sistema fotovoltaico não requer alta irradiação solar para funcionar. Contudo, a quantidade de energia gerada depende da densidade das nuvens, de forma que um número baixo de nuvens pode resultar em uma maior produção de eletricidade em comparação a dias de céu completamente aberto, devido ao fenômeno da reflexão da luz solar.

A eficiência da conversão é medida pela proporção de radiação solar incidente sobre a superfície da célula que é convertida em energia elétrica. Atualmente, as células mais eficientes proporcionam 25% de eficiência.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o governo atualmente desenvolve projetos de geração de energia fotovoltaica para suprir as demandas energéticas das comunidades rurais e isoladas. Estes projetos focam algumas áreas como: bombeamento de água para abastecimento doméstico, irrigação e piscicultura; iluminação pública; sistemas de uso coletivo (eletrificação de escolas, postos de saúde e centros comunitários); atendimento domiciliar.

O aproveitamento térmico

Outra forma de aproveitamento de radiação solar é o aquecimento térmico. O aquecimento térmico a partir de energia solar pode ser feito por meio de um processo de absorção da luz solar por coletores, que são normalmente instalados nos telhados das edificações e residências (conhecidos como painéis solares).

Como a incidência de radiação solar sobre a superfície terrestre é baixa, é necessário instalar alguns metros quadrados de coletores.

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), para atender o suprimento de água aquecida em uma residência de três a quatro moradores, são necessários 4 m² de coletores. Apesar da demanda por esta tecnologia ser predominantemente residencial, também existe o interesse de outros setores, como edifícios públicos, hospitais, restaurantes e hotéis.

Se você tem interesse em instalar um sistema de aquecimento solar na sua residência, a eCycle te ajuda. Confira o Guia para a instalação de energia solar em casa.

Quais são os prós e os contras da energia solar?

A energia solar é considerada uma fonte de energia renovável e inesgotável. Ao contrário dos combustíveis fósseis, o processo de geração de energia elétrica a partir da energia solar não emite dióxido de enxofre (SO2), óxidos de nitrogênio (NOx) e dióxido de carbono (CO2) – todos gases poluentes com efeitos nocivos à saúde humana e que contribuem para o aquecimento global.

A energia solar também se mostra vantajosa em comparação a outras fontes renováveis, como a hidráulica, pois requer áreas menos extensas do que hidrelétricas.

O incentivo à energia solar no Brasil é justificado pelo potencial do país, que possui grandes áreas com radiação solar incidente e está próximo à linha do Equador.

As regiões semiáridas do nordeste brasileiro são ideias para a geração de energia heliotérmica, pois atendem às condições de alta irradiação solar e baixa pluviosidade.

Uma desvantagem da energia heliotérmica no entanto, é que, apesar de não exigir áreas tão extensas quanto as hidrelétricas, ainda requer grandes espaços. Portanto, é crucial que se faça a análise do local mais apropriado para a implantação, uma vez que haverá a supressão da vegetação. Além disso, como já mencionado, o sistema heliotérmico não é indicado para todas as regiões, pois é considerado bastante intermitente.

A não dependência da alta irradiação é uma grande vantagem do sistema fotovoltaico, o que contribui para que seja apontado como uma outra alternativa.

No caso da energia fotovoltaica, a desvantagem mais frequentemente apontada é o alto custo de implantação e a baixa eficiência do processo, que varia de 15% a 25%.

No entanto, outro ponto de extrema importância a ser considerado na cadeia produtiva do sistema fotovoltaico é o impacto socioambiental causado pela matéria prima mais comumente usada para compor as células fotovoltaicas, o silício.

A mineração do silício, assim como qualquer outra atividade de mineração, tem impactos para o solo e a água subterrânea da área de extração. Além disso, é imprescindível que sejam proporcionadas boas condições ocupacionais aos trabalhadores, a fim de evitar acidentes de trabalho e desenvolvimento de doenças ocupacionais. A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (Iarc) aponta, em relatório, que a sílica cristalina é cancerígena, podendo causar câncer de pulmão ao ser cronicamente inalada.

O relatório do Ministério de Ciência e Tecnologia aponta outros dois pontos importantes relacionados ao sistema fotovoltaico: o descarte dos painéis deve receber destinação apropriada, uma vez que este apresentam potenciais de toxicidade; e a reciclagem de painéis fotovoltaicos também não atingiu um nível satisfatório até o momento.

Outro ponto importante é que, apesar do Brasil ser o segundo maior produtor de silício metálico do mundo, perdendo apenas para a China, a tecnologia para a purificação do silício a nível solar ainda está em fase de desenvolvimento. Um problema recentemente identificado, principalmente em plantas heliotérmicas, é a queima não intencional de pássaros que passam pela região.

Portanto, mesmo sendo renovável e não emitindo gases, a energia solar ainda esbarra em empecilhos tecnológicos e econômicos. Apesar de promissora, a energia solar se tornará viável economicamente apenas com a cooperação entre setores públicos e privados, e com o investimento em pesquisas para o aprimoramento das tecnologias que englobam o processo produtivo, desde a purificação do silício até o descarte das células fotovoltaicas.