Rede atacadista instala maior usina solar urbana do Brasil em telhado de nova loja em Goiânia

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Goiânia, capital de Goiás, recebeu em junho a maior usina de energia solar em região urbana do país. A planta fotovoltaica foi instalada sobre a cobertura da nova loja do Assaí Atacadista. A GreenYellow, desenvolvedora e parceira do projeto, instalou mais de 2,8 mil placas em uma área de aproximadamente 8 mil m², que gerarão, em um ano, aproximadamente 1.500 MWh. A usina será responsável pela geração de 40% do consumo de energia elétrica da unidade, o equivalente ao que é consumido pelo sistema de ar-condicionado e iluminação de todo o prédio.

A planta fotovoltaica é alugada em longo prazo pela GreenYellow ao Assaí, garantindo redução na conta de energia. “Com este empreendimento, o Assaí se beneficiará de uma energia limpa e segura durante 25 anos, usufruindo de um desconto mensal real na conta de energia por meio de um aluguel fixo”, explica Pierre-Yves Mourgue, diretor-presidente da GreenYellow. “Importamos os equipamentos da China, Itália e Alemanha e em menos de 60 dias conseguimos instalar a maior usina do Brasil em regiões urbanas”, conta. Para a instalação de usinas como esta, são levados em consideração fatores como tarifas das concessionárias de energia elétrica locais e irradiação solar – neste caso, os dados são analisados em um período histórico de aproximadamente 20 anos, para que seja identificado um padrão da intensidade de raios solares que justifique a instalação de uma planta nesses moldes.

O Grupo GPA, que controla o Assaí, afirma que as lojas da rede já vem implementando em suas novas edificações um método construtivo que leva em consideração ganhos para o meio ambiente, visando aprimorar sua eficiência energética, e a instalação da planta fotovoltaica enfatiza essa vertente da rede. “A partir dessa instalação, o Assaí avança na geração fotovoltaica em grande escala, com o objetivo de contribuir para uma operação cada vez mais sustentável”, analisa Belmiro Gomes, presidente do Assaí Atacadista. “A nossa ideia é que, com a expertise da GreenYellow, este projeto se estenda para outras lojas da rede, acompanhando nosso projeto de expansão no Brasil. Nossa expectativa é que todas as lojas orgânicas a serem construídas este ano tenham o projeto da usina instalado – ou o suporte para tal. Queremos criar o conceito de ‘atacado do futuro’, com uma operação cada vez mais sustentável, além, claro, de manter a característica principal de ser um modelo de operação de baixo custo e com preços competitivos”, comenta.

Ao longo de 25 anos de operação, a loja evitará a emissão de quase três mil toneladas de CO2, o equivalente a quase 18 mil árvores plantadas e uma economia de R$ 2,6 milhões. Com a energia gerada pela usina instalada na unidade de Goiânia em um ano, é possível carregar 359 mil celulares, durante um ano; suprir o consumo de energia de 757 residências em um ano; manter 5.300 televisões ligadas por cinco horas todos os dias do ano ou suprir o consumo de todas as linhas do Metrô de São Paulo por um dia.

Esta é a segunda usina instalada em uma loja do Assaí – a primeira foi inaugurada em janeiro de 2017, na unidade da rede em Várzea Grande, no estado do Mato Grosso, com uma área de aproximadamente 2 mil m² no telhado do estacionamento e uma potência instalada das 1.140 placas e de mais de 300 kWp, que produz entre 11% e 15% do consumo total de energia desta loja. A GreenYellow também instalou um projeto piloto em uma loja do Minuto Pão de Açúcar (formato de loja de vizinhança do GPA), em Campinas, no interior de São Paulo, em uma área de aproximadamente 53 m² no telhado da loja e uma potência instalada de 8 kWp. Ao longo de 25 anos de operação a loja evitará a emissão 21 ton de CO2, o equivalente a 295 árvores que teriam sido plantadas.

Link: http://www.ecycle.com.br/component/content/article/35-atitude/5769-rede-atacadista-de-goiania-instala-maior-usina-solar-urbana-do-brasil-em-telhado-de-nova-loja.html?lb=no

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A maior usina solar flutuante do mundo

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Está em funcionamento, na China, a maior usina solar flutuante do mundo, com capacidade de 40MW. Essa geração de energia é suficiente para abastecer uma cidade com 15 mil residências.

O projeto foi instalado a província de Anhui, num lago onde havia uma mina de carvão desativado. Com a usina, a China avança na produção de energia limpa – projetos flutuantes são vantajosos porque se aproveitam de água e terra que até então não tinham utilidade.

A água esfria naturalmente o sistema e a temperatura ambiente, o que melhora a geração de energia e limita danos a longo prazo causados pelo calor. A opção por sistemas flutuantes também evita que se ocupe espaço em regiões densamente povoadas, o que, na China, é um problema em particular. Atualmente, o país abriga mais de cem cidades com populações de, pelo menos, um milhão de pessoas cada uma.

China na dianteira

Embora tenha sido, no passado, uma das maiores poluidoras em todo o mundo no âmbito das emissões de carbono e das mudanças climáticas, a China virou a página com seriedade. Agora, tornou-se um líder mundial na adoção de energias renováveis em busca de um futuro mais verde e sustentável. Esse tipo de compromisso deve ser estendido a todos os países; ao mesmo tempo em que se intensificam as mudanças climáticas, as tendências e mudanças prejudiciais também avançam. Os três últimos anos foram palco de variações de temperatura assustadoras.

O futuro da humanidade está ligado diretamente ao futuro das energias renováveis. Felizmente, inovações como esta – uma planta solar flutuante na China – provam que há incontáveis formas de abordar o problema e reverter a situação de forma prática e efetiva. [Futurism]

Link: http://hypescience.com/finalmente-esta-pronta-maior-usina-solar-flutuante-do-mundo/

O que é energia solar e como funciona o processo de geração de eletricidade?

Link: http://www.ecycle.com.br/component/content/article/69-energia/2890-o-que-e-energia-solar-como-funciona-radiacao-solar-painel-residencial-fotovoltaica-csp-heliotermica-nuclear-eolica-biomassa-desvantagens-vantagens-eletricidade.html

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O que é a energia solar?

A energia solar é a energia eletromagnética cuja fonte é o sol. Ela pode ser transformada em energia térmica ou elétrica e aplicada em diversos usos. As duas principais formas de aproveitamento da energia solar são a geração de energia elétrica e o aquecimento solar de água.

Para a produção de energia elétrica são usados dois sistemas: o heliotérmico, em que a irradiação é convertida primeiramente em energia térmica e posteriormente em elétrica; e o fotovoltaico, em que a irradiação solar é convertida diretamente em energia elétrica.

Energia heliotérmica ou energia solar concentrada (CSP)

Segundo o Ministério de Minas e Energia, o Brasil tem cerca de 70% de sua matriz elétrica baseada em energia hidráulica, e mais recentemente outras fontes de energia, como a biomassa, a eólica e a nuclear vêm recebendo estímulos.

Em vista de condições hidrológicas desfavoráveis, com períodos de estiagem cada vez mais prolongados, a energia heliotérmica se apresenta como uma alternativa. Ainda mais se considerarmos que os períodos de seca estão associados ao aumento do potencial solar devido à baixa interferência de nuvens e radiação solar mais intensa.

Há vários tipos de coletores e a escolha do tipo apropriado depende da aplicação. Os mais utilizadas são: o cilindro parabólico, a torre central e o disco parabólico.

Como funciona?

Os coletores solares são equipamentos que captam a radiação solar e a convertem em calor, transferindo este calor para um fluido (ar, água, ou óleo, em geral). Os coletores possuem uma superfície refletora, que direciona a radiação direta a um foco, onde está localizado um receptor. Uma vez tendo absorvido o calor, o fluido escoa pelo receptor.

Energia solar fotovoltaica

A energia fotovoltaica é aquela na qual a irradiação solar é transformada diretamente em energia elétrica, sem passar pela fase de energia térmica (característica do sistema heliotérmico)

Como funciona?

As células fotovoltaicas (ou células solares) são feitas a partir de materiais semicondutores (normalmente o silício). Quando a célula é exposta à luz, parte dos elétrons do material iluminado absorve fótons (partículas de energia presentes na luz solar).

Os elétrons livres são transportados pelo semicondutor até serem puxados por um campo elétrico. Este campo elétrico é formado na área de junção dos materiais, por uma diferença de potencial elétrico existente entre esses materiais semicondutores. Os elétrons livres são levados para fora da célula solar e ficam disponíveis para serem usados na forma de energia elétrica.

Ao contrário do sistema heliotérmico, o sistema fotovoltaico não requer alta irradiação solar para funcionar. Contudo, a quantidade de energia gerada depende da densidade das nuvens, de forma que um número baixo de nuvens pode resultar em uma maior produção de eletricidade em comparação a dias de céu completamente aberto, devido ao fenômeno da reflexão da luz solar.

A eficiência da conversão é medida pela proporção de radiação solar incidente sobre a superfície da célula que é convertida em energia elétrica. Atualmente, as células mais eficientes proporcionam 25% de eficiência.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, o governo atualmente desenvolve projetos de geração de energia fotovoltaica para suprir as demandas energéticas das comunidades rurais e isoladas. Estes projetos focam algumas áreas como: bombeamento de água para abastecimento doméstico, irrigação e piscicultura; iluminação pública; sistemas de uso coletivo (eletrificação de escolas, postos de saúde e centros comunitários); atendimento domiciliar.

O aproveitamento térmico

Outra forma de aproveitamento de radiação solar é o aquecimento térmico. O aquecimento térmico a partir de energia solar pode ser feito por meio de um processo de absorção da luz solar por coletores, que são normalmente instalados nos telhados das edificações e residências (conhecidos como painéis solares).

Como a incidência de radiação solar sobre a superfície terrestre é baixa, é necessário instalar alguns metros quadrados de coletores.

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), para atender o suprimento de água aquecida em uma residência de três a quatro moradores, são necessários 4 m² de coletores. Apesar da demanda por esta tecnologia ser predominantemente residencial, também existe o interesse de outros setores, como edifícios públicos, hospitais, restaurantes e hotéis.

Se você tem interesse em instalar um sistema de aquecimento solar na sua residência, a eCycle te ajuda. Confira o Guia para a instalação de energia solar em casa.

Quais são os prós e os contras da energia solar?

A energia solar é considerada uma fonte de energia renovável e inesgotável. Ao contrário dos combustíveis fósseis, o processo de geração de energia elétrica a partir da energia solar não emite dióxido de enxofre (SO2), óxidos de nitrogênio (NOx) e dióxido de carbono (CO2) – todos gases poluentes com efeitos nocivos à saúde humana e que contribuem para o aquecimento global.

A energia solar também se mostra vantajosa em comparação a outras fontes renováveis, como a hidráulica, pois requer áreas menos extensas do que hidrelétricas.

O incentivo à energia solar no Brasil é justificado pelo potencial do país, que possui grandes áreas com radiação solar incidente e está próximo à linha do Equador.

As regiões semiáridas do nordeste brasileiro são ideias para a geração de energia heliotérmica, pois atendem às condições de alta irradiação solar e baixa pluviosidade.

Uma desvantagem da energia heliotérmica no entanto, é que, apesar de não exigir áreas tão extensas quanto as hidrelétricas, ainda requer grandes espaços. Portanto, é crucial que se faça a análise do local mais apropriado para a implantação, uma vez que haverá a supressão da vegetação. Além disso, como já mencionado, o sistema heliotérmico não é indicado para todas as regiões, pois é considerado bastante intermitente.

A não dependência da alta irradiação é uma grande vantagem do sistema fotovoltaico, o que contribui para que seja apontado como uma outra alternativa.

No caso da energia fotovoltaica, a desvantagem mais frequentemente apontada é o alto custo de implantação e a baixa eficiência do processo, que varia de 15% a 25%.

No entanto, outro ponto de extrema importância a ser considerado na cadeia produtiva do sistema fotovoltaico é o impacto socioambiental causado pela matéria prima mais comumente usada para compor as células fotovoltaicas, o silício.

A mineração do silício, assim como qualquer outra atividade de mineração, tem impactos para o solo e a água subterrânea da área de extração. Além disso, é imprescindível que sejam proporcionadas boas condições ocupacionais aos trabalhadores, a fim de evitar acidentes de trabalho e desenvolvimento de doenças ocupacionais. A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (Iarc) aponta, em relatório, que a sílica cristalina é cancerígena, podendo causar câncer de pulmão ao ser cronicamente inalada.

O relatório do Ministério de Ciência e Tecnologia aponta outros dois pontos importantes relacionados ao sistema fotovoltaico: o descarte dos painéis deve receber destinação apropriada, uma vez que este apresentam potenciais de toxicidade; e a reciclagem de painéis fotovoltaicos também não atingiu um nível satisfatório até o momento.

Outro ponto importante é que, apesar do Brasil ser o segundo maior produtor de silício metálico do mundo, perdendo apenas para a China, a tecnologia para a purificação do silício a nível solar ainda está em fase de desenvolvimento. Um problema recentemente identificado, principalmente em plantas heliotérmicas, é a queima não intencional de pássaros que passam pela região.

Portanto, mesmo sendo renovável e não emitindo gases, a energia solar ainda esbarra em empecilhos tecnológicos e econômicos. Apesar de promissora, a energia solar se tornará viável economicamente apenas com a cooperação entre setores públicos e privados, e com o investimento em pesquisas para o aprimoramento das tecnologias que englobam o processo produtivo, desde a purificação do silício até o descarte das células fotovoltaicas.

Startup usa acelerador de partículas para fabricar painéis solares mais baratos

Uma startup criou um método para usar um acelerador de partículas para fatiar finas fatias de silício, processo que ajudaria a reduzir o custo da fabricação de painéis solares em mais de 60% ao eliminar resíduos em 50 a 100 vezes.

A companhia, Rayton Solar, lançou uma campanha de equity crowdfunding no mês passado, que conseguiu levantar mais de US$ 844 mil. Além disso, levantou, de forma geral, US$ 2,4 milhões de uma meta de US$ 50 milhões.

Bill Nye, o apresentador da série televisiva “Bill Nye, The Science Guy”, visitou a sede da Rayton, em Santa Mônica, Califórnia e concordou em também apoiar a startup. Ele participou de um vídeo em que explica o processo por trás do acelerador de partícula para fabricar as bolachas de silício (assista abaixo).

A Rayton Solar foi fundada em 2012 quando Andrew Yakub, então designer de engenharia do Particle Beam Physics Laboratory na Universidade da Califórnia (UCLA), viu a necessidade para um método mais econômico para produzir bolachas de silício, a base para painéis solares.

Além de trabalhar na UCLA, em Los Angeles, Yakub estava à frente de uma companhia de instalação solar que, na época, se baseava em um programa de subsídio federal que fazia a instalação solar a um custo efetivo. Com o programa de concessão prestes a expirar, Yakub queria inventar uma célula solar mais barata e mais eficiente.

A matéria-prima da maioria das células solares convencionais hoje é o silício cristalino. Enquanto o silício é o segundo elemento mais abundante na Terra, ele precisa, primeiro, ser refinado no forno a temperaturas tão altas como 1.800 graus Celsius e sofre outros processos químicos caros antes de atingir a pureza solar de 99,999%, o que lhe permite coletar luz que pode ser transformada em eletricidade.

Uma vez que se encontra em forma cristalina, fabricantes usam serras de diamante para fatiar lingotes do cristal de silício a ser usado nas células solares, que formarão os painéis solares. O processo de serragem, entretanto, consegue transformar até metade do material em pó e as bolachas de silício produzidas são até de 200 microns de espessura.

Yakub ainda diz que patenteou um método para fatiar os lingotes de silício usando um acelerador de partícula próton , que produz uma bolacha de apenas três mícrons de espessura e sem desperdício de material.

Segundo o empreendedor, o acelerador de partícula próton custa cerca de US$ 2 milhões. Mas mesmo com o investimento, fabricantes disseram que conseguiriam obter uma redução de 60% nos custos de fabricação das bolachas de silício.

Um acelerador de partícula, disse Yakub, consegue produzir bolachas de silício o suficiente para fabricar seis megawatts de células solares por anos, que é suficiente para equipar mil casas com painéis solares.

Atualmente, células de silício finas como um papel filme já são usadas para fabricar um pequeno número de painéis solares. O processo de fabricação – chamado de deposição de vapor – pode ser mais lento e mais caro do que a produção tradicional de silício cristalino.

“Isso emprega o uso de um substrato cristalino onde o silício novo cresce lentamente na parte superior a 30-50 microns. Este método é lento e intensivo em termos de energia, mas igualmente requer o uso de silício com 30-50 mícrons de espessura”, explica Yakub. “Em Rayton, usamos uma técnica bem conhecida para cultivar uma grande bolha cristalina única (o lingote) e, em seguida, esfoliar uma fina camada de 3 mícrons de silício fora dela. Nós usamos uma técnica “de cima para baixo” enquanto o método de deposição de vapor é uma técnica “de baixo para cima”.

Uma vez que o crescimento de um único lingote de cristal já é usado em escala industrial e produzido mundialmente, a Rayton Solar não experimenta as mesmas complicações do método de crescimento usado na produção de células solares finas.

Uma questão que surge sobre o corte de silício para apenas 3 mícrons de espessura é que sua eficiência, ou capacidade de coletar fótons de luz, fica muito reduzida. Como a tecnologia de corte é tão eficiente, no entanto, pode ser usado silício de grau eletrônico ou de flutuação, que tem uma eficiência muito maior em comparação com o silício padrão usado para células solares.

“O silício da zona de flutuação é 10 vezes mais caro como matéria-prima, mas usamos 100 vezes menos, então, torna-se mais econômico”, explica Yakub. “Assim, o processo da Rayton cria painéis solares que são 25% mais eficientes do que o padrão da indústria”.

A Yakub, cuja empresa é privada, planeja executar a campanha de angariação de fundos no próximo ano e depois licenciar a tecnologia de aceleração de partículas para fabricantes de painéis solares.

“Nosso plano é provar que isso funciona com uma máquina em uma escala comercial como uma prova de conceito”, disse ele. “Então podemos licenciar a tecnologia para fabricantes maiores.”

Link: http://idgnow.com.br/internet/2017/02/23/startup-usa-acelerador-de-particulas-para-fabricar-paineis-solares-mais-baratos/

Projeto transforma plástico de lixo eletrônico em coletores de energia solar

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Com o objetivo de reduzir o volume de plástico, oriundo de aparelhos eletroeletrônicos e baratear o custo de painéis solares, a Instituição Social Ramacrisna, em parceria com a Una, Uni-BH, UFMG e CDI, lançam o Própolis – Projeto Polímeros para a Inclusão Social. A iniciativa, que conta com o apoio da Cemig e da Fapemig, unindo desta forma os setores público, privado e terceiro setor, conseguiu desenvolver coletores a partir destes polímeros, o que reduzirá consideravelmente os custos dos coletores, ampliando o acesso a este tipo de energia a mais camadas da sociedade.

Segundo Solange Bottaro, vice-presidente da Ramacrisna, o projeto PRÓPOLIS prevê um forte impacto nas comunidades onde irá atuar, uma vez que oportunizará a pró-atividade dos moradores através de ações de qualificação profissional, geração de emprego e renda, micro empreendedorismo, desenvolvimento de lideranças comunitárias e conscientização ambiental.

O público-alvo prioritário é formado por jovens sem experiência no mercado de trabalho que serão qualificados para atuar na confecção dos coletores solares, desde a coleta e separação dos resíduos eletroeletrônicos até a etapa final de fabricação. Essa sequência inclui o processo na preparação desse material, transformando-o em matéria-prima que, após composição adequada, extrusão e montagem produzirá o aquecedor final.

Com a tecnologia existente até o momento, esses painéis solares eram produzidos com cobre, o que onerava o valor final do produto. Através de pesquisas do Laboratório de Polímeros da UFMG, sob a coordenação da professora Maria Elisa Scarpelli, foram realizados diversos estudos para chegar à tecnologia ideal para o reaproveitamento dos resíduos plásticos.

Segundo Roberto Freitas, membro da equipe que participa do projeto e coordenador do grupo de Polímeros da UFMG, a maior importância da iniciativa é o fato dela conseguir aliar a questão ambiental, com a reciclagem dos polímeros, à questão econômica e social. “O objetivo final é que os participantes se apropriem da tecnologia, e passem a replicá-la, garantindo um processo autossustentável.”

Além do custo final, outra preocupação era que os protótipos também fossem leves. Segundo Elizabeth Pereira, professora e coordenadora do GEPEN, Grupo de Estudos e Pesquisas em Energia da UNA, instituição que faz a coordenação geral do projeto e o desenvolvimento dos protótipos, juntamente com o Uni-BH, “a importância da iniciativa está justamente no fato dele abranger toda a cadeia produtiva, desde a captação da matéria prima, passando pelo desenvolvimento da tecnologia e transferência deste conhecimento para as comunidades beneficiadas”.

O reaproveitamento do plástico dos eletroeletrônicos foi o ponto de partida para o desenvolvimento do projeto. A parte interna dos aparelhos tem mercado garantido para a reciclagem, mas o plástico, que gera maior volume de insumos, acabava sendo descartado. Por isso, o CDI Minas está capacitando catadores de lixo, jovens carentes e demais interessados a separar os materiais. Os participantes podem repassar o conhecimento e todos acabam ganhando, gerando mais trabalho e renda.

Busca de recursos para construir a fábrica

A construção e administração da fábrica para a produção dos coletores ficará a cargo da Ramacrisna em razão da larga experiência na gestão de projetos de autossustentabilidade. Para o levantamento dos recursos, a instituição realiza, entre os dias 05/08 e 30/09 uma campanha através da plataforma Kickante. Para doar, basta clicar AQUI.

Link:
http://ciclovivo.com.br/noticia/projeto-transforma-lixo-eletronico-em-coletores-de-energia-solar/

Energy Day: 8 de outubro – Casa Suíça 2016 (House of Switzerland Brazil)

A Casa Suíça vai receber o evento gratuito Energy Day (Dia da Energia) na Lagoa, Rio de Janeiro, no dia 8 de agosto. Endereço: Baixo Suíça = Corte do Cantagalo, Lagoa, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro 22471-003

No dia 8 de Agosto de 2016, o Swiss Business Hub e a swissnex Brasil irão transformar a House of Switzerland Brazil 2016 HoS (Baixo Suíça) numa “casa de energia” coletiva, que convida visitantes e especialistas a descobrir, apresentar, debater produzir e economizar energia em vista de alcançar um objetivo comum.

Durante esse dia vários pontos de encontro serão abertos ao público para chamar a atenção sobre o projeto 2.000 Watt Society, dos pesquisadores da ETZ de Zurique. Estes pontos de encontro interativos permitirão a cada visitante da Casa da Suíça terem mais consciência sobre seu próprio consumo de eletricidade, convidando a plantarem uma semente para definir o limite de consumo de eletricidade, permitindo aos Cariocas viverem confortavelmente sem impactar negativamente o meio ambiente.

Às 13:30, haverá um workshop fechado durante o qual pela primeira vez especialistas Suíços e Brasileiros irão apresentar e debater os desafios dos dois países, dedicando uma parte à importância das fontes de energia renováveis intermitentes, como as energias solar e eólica. Inspirando-se na paisagem “lago-montanhas” do “Baixo Suíça”, os especialistas convidados irão discutir oportunidades para ambos os países sobre sua experiência em operar redes elétricas com alto poder de energia hídrica.

Às 18:00, segue uma sessão de apresentações aberta ao público sobre o estado de arte do campo das energias. A academia em conjunto com as startups irão convidar os visitantes da Casa da Suíça para descobrir como essas inovações poderão ajudar a Suíça e o Brasil a terem uma maior percentagem de energias renováveis nas suas redes.

Você quer descobrir o que é o conceito 2.000 Watt Society ou se desafiar para saber quanta eletricidade consegue produzir com seus músculos? Venha à swissnex na Casa da Suíça no dia 08 de Agosto!

Programa

  • Das 11:00 às 18:00: (Aberto para o público) 

Estações interativas abertas ao público para gerar e economizar eletricidade

  • Das 13:30 às 18:00: (Fechado para convidados)

Workshop exclusivo para convidados sobre o tema “Os desafios da integração de uma maior percentagem de energias renováveis intermitentes nas redes existentes”

  • Das 18:00 às 20:00: (Aberto para o público) 

Apresentações sobre o “Estado da Arte das Soluções – aplicações de pesquisa e mercado”.

Para qualquer informação adicional, não hesitem em contatar:

Adriano Bürgi – adriano@swissnexbrazil.org – tel: +55 (21) 3806 2142

Fonte

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Lodo de esgoto será usado para produzir energia

Solução sustentável com biogás será feita pela Sabesp, em parceria com a iniciativa privada, em estação de tratamento de Barueri, na região metropolitana de São Paulo

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Na ETE de Barueri são tratados mais de 20 bilhões de litros de esgoto por mês de 4,4 milhões de pessoas da região

Com o objetivo de resolver um histórico problema ambiental, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) lançou neste mês um edital para construir uma estação de geração de energia elétrica a partir do biogás que é naturalmente produzido durante o processo de tratamento de esgoto e com isso eliminar o volume de lodo descartado no aterro sanitário – 500 toneladas por dia.

A empreitada será feita por meio de um contrato de concessão de 30 anos com a iniciativa privada na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Barueri, a maior da Grande São Paulo. Nela são tratados mais de 20 bilhões de litros de esgoto por mês de 4,4 milhões de pessoas da região, incluindo parte da capital. A Sabesp vai fornecer o lodo e o biogás gerados na ETE e a empresa entrará com a tecnologia para gerar energia térmica e elétrica.

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O biogás é um combustível gerado no processo de biodigestão para a secagem do lodo que fica na estação após o tratamento do esgoto e pode virar energia. Só que hoje esse potencial energético é queimado na própria ETE e lançado na atmosfera, enquanto o lodo seco é transportado até o aterro de Caieiras, na Grande São Paulo, onde sofre decomposição.

Em contrapartida ao descarte de lodo no aterro usado pela Prefeitura de São Paulo, a Sabesp trata todo o chorume da decomposição do lixo da cidade. Segundo o diretor metropolitano da estatal, Paulo Massato, com o novo negócio, o lodo também poderá ser usado pelo parceiro para a produção do biogás, e os resíduos que restarem não poderão mais ser despejados no aterro, como prevê o Plano Nacional de Resíduos Sólidos, sancionado em 2010.

“A primeira preocupação é de que estamos esgotando os aterros sanitários. Fomos buscar a melhor tecnologia disponível no mundo para usar o lodo e o biogás para gerar energia”, disse Massato. O edital prevê que nos primeiros cinco anos de concessão deverão ser gerados 5 megawatts de energia e 10 megawatts a partir do sexto ano. Essa energia é suficiente para suprir de 60% a 75% o consumo de energia da própria ETE. “Essa tecnologia é muito conhecida e traz benefícios ambientais e econômicos. A decomposição do lodo no aterro emite gases de efeito estufa danosos ao meio ambiente”, explica o químico Biagio Fernando Giannetti, especialista em sustentabilidade.

Fonte: Estadão

Energia solar contra a escuridão do Amazonas e das favelas

Brasil gera com placas fotovoltaicas apenas 0,02% da produção total de eletricidade

“No Estado do Amazonas há mais de dois milhões de pessoas sem eletricidade de qualidade”, explica Otacílio Soares Brito, membro do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá. “A enorme área da floresta torna inviável a criação de uma rede de distribuição, e os povoados só conseguem produzir eletricidade das 6 às 10 da noite, com geradores a gasolina fornecidos pelo Governo. Depois dessa hora acaba tudo: luz, refrigeração e lazer”, relata do município amazônico de Tefé.

O Instituto Mamirauá está desenvolvendo um projeto para fornecer eletricidade por meio de painéis solares a dezenas de comunidades amazônicas de pescadores e camponeses, com o objetivo de melhorar suas condições de vida, segundo Soares Brito.

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Nanico Car: Com aporte de R$ 8 mi, produção deve começar este ano no Ceará

A unidade deverá ter capacidade para montar até 500 veículos por mês, gerando cerca de 100 empregos diretos

Criado pelo designer brasileiro Caio Strumiello, o Nanico Car deve começar a ser fabricado comercialmente no Brasil em 2016. Strumiello e seu sócio, o físico Paulo Roberto, estão negociando com a prefeitura do município cearense de São Gonçalo do Amarante, a cerca de 60 quilômetros de Fortaleza, a construção da fábrica para produzir o modelo na cidade.

Para atrair o empreendimento, a administração municipal prometeu doar o terreno e conceder benefícios fiscais. Com investimento inicial de cerca de R$ 8 milhões, a unidade deverá ter capacidade para montar até 500 veículos por mês, gerando cerca de 100 empregos diretos. Paulo Roberto explicou ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, que a prefeitura de São Gonçalo se comprometeu em doar um terreno de 12 hectares, fora do perímetro urbano.

Além disso, prometeu reduzir as alíquotas de ICMS e de ISS por um período ainda não definido e investir os R$ 8 milhões para a construção da fábrica. “Não sei se virá dos cofres da prefeitura ou de outro canto”, explicou.

Um contrato entre as partes deve ser assinado na próxima semana. Após a assinatura, o físico afirma que a construção deve começar em até no máximo 60 dias e durar cerca de seis meses. Uma fonte da prefeitura confirmou as negociações com os empreendedores.

Gás e elétrico

Até agora, o Nanico Car só foi produzido artesanalmente no País. De acordo com Roberto, já foram fabricadas cerca de 15 unidades em São Paulo. Os modelos têm 1,90 metro de comprimento, motor de 125 cilindradas e velocidade máxima de 80 km por hora, com capacidade para transportar duas pessoas e versões a gasolina ou a gás natural (GNV).

Já o modelo a ser produzido no Ceará, explicou Roberto, terá versão tanto a gás quanto com motor elétrico, “que deve acabar dominando a produção, pois o custo para o consumidor será menor, com poluição zero”. A projeção do físico é de que, após regulamentado, o modelo produzido comercialmente custe a partir de R$ 15 mil.

A montadora, cujo nome oficial ainda não foi definido, ficará instalada próxima ao Porto do Pecém, o que poderá facilitar a exportação dos veículos. A região é a mesma onde seria construída a refinaria Premium II da Petrobras, cujas obras foram canceladas pela estatal no início deste ano.

Caso o negócio se concretize, será a segunda montadora a se instalar no Ceará. O Estado possui, desde 1995, uma fábrica da Troller instalada no município de Horizonte, também na Região Metropolitana de Fortaleza, onde é produzido o modelo Troller T4.

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