Alunos de escola pública confeccionam casinhas com PETs para proteger animais de rua do frio

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Eles são companheiros e não abandonam seus donos por nada, o que não significa que também não estejam sofrendo com o frio. Na cidade de Ilha Comprida, em São Paulo, os alunos do grêmio estudantil da Escola Estadual Professora Judith Sant’Ana Diegues se uniram para oferecer um pouco mais de dignidade aos animais de estimação dos moradores em situação de rua.

Os estudantes estão confeccionando casinhas para proteger os bichinhos do frio e o mais legal é que estão fazendo isso com materiais que seriam jogados no lixo. Garrafas PET e pedaços de madeira usados são a matéria-prima para a produção das casinhas.

Curtiu a ideia? Pois você também pode fazer uma estrutura assim para proteger um cachorro de rua do frio. Isso porque os estudantes disponibilizaram na internet o passo-a-passo da confecção, a fim de que muitos outros bichinhos Brasil afora possam ser ajudados. Confira aqui!

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Link: http://thegreenestpost.bol.uol.com.br/alunos-de-escola-publica-confeccionam-casinhas-com-pets-para-proteger-animais-de-rua-do-frio/

Nova tecnologia permite carregar o celular com a urina

“Transforme seu xixi em algo útil”, diziam os cartazes do banheiro especial instalado neste final de semana no Festival de Glastonbury, o principal evento do calendário europeu de shows de música ao vivo.

Nesse banheiro adaptado, os litros de cerveja vendidos aos 100 mil participantes do festival britânico viraram fonte de energia, graças a um projeto do Laboratório de Robótica de Bristol.

O chamado Pee Power funciona com uso de células de combustível revestidas de micro-organismos “comedores de dejetos”, que processam a urina e, como consequência, acabam gerando eletricidade capaz de carregar – por enquanto, lentamente – a bateria de um smartphone. Isso ao mesmo tempo em que produzem água limpa e fertilizante a partir das substâncias da urina.

De acordo com os cientistas de Bristol, o processo atual gera 40 miliwatts de energia com dois litros de urina, um salto considerável em relação aos 2,5 mW do protótipo apresentado em 2013.

Mas ainda bem aquém de um carregador de celular típico, que tem capacidade de 5 watts.

“Nossa proposta é usar a urina, um dejeto, para gerar eletricidade. Não estamos dependendo da natureza errática do vento ou do sol: se existe um produto cujo oferta é sem fim, esse produto é a urina”, diz Ioannis Ieropoulos, cientista que coordena o projeto.

Ieropoulos explica que as células microbiais atualmente geram energia suficiente para permitir o envio de mensagens de SMS, o uso de internet e o que definiu como um “curta” ligação. “Precisamos refinar o processo para sermos capazes de carregar completamente uma bateria”.

Segundo os cientistas, a eletricidade é um suproduto do ciclo de vida desses micróbios, o que basicamente implica que mais urina gerará mais eletricidade. Ieropoulos e sua equipe veem a utilização prática da tecnologia tanto em um futuro de conforto doméstico quanto para solucionar problemas em áreas mais carentes, como campos de refugiados, por exemplo, em que a geração de energia é um dos mais graves problemas.

“As bactérias adoram se alimentar dos dejetos, é o prato favorito delas”, brinca Ieropoulos. “Usar um dejeto como fonte de energia elétrica é o que há de mais ecológico.”

O projeto foi selecionado pela Fundação de Bill e Melinda Gates como uma das propostas que podem ampliar o acesso a saneamento básico, cuja escassez afeta 2,5 bilhões de pessoas no mundo.

Link: http://www.bbc.com/portuguese/geral-40405781

Poluição: Hamburgo na Alemanha, é a primeira cidade no mundo a proibir cápsulas de café

A moda do momento são as cápsulas de café expresso individuais, utilizadas em máquinas caras e responsáveis por um consumo excessivo de material. Há uma estatística que diz que, caso sejam alinhadas todas as cápsulas de café consumidas no mundo, seria possível circundar o globo 12 vezes. Para piorar, esses pequenos copos são feitos de uma mistura de plástico e alumínio, o que significa que a maioria das usinas de reciclagem em todo o mundo não consegue reciclá-las corretamente.

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Por conta disso, a cidade alemã de Hamburgo tornou-se a primeira no mundo a proibir a venda e a utilização de cápsulas de café individuais em todos os prédios administrados pelo governo. “Essas porções geram consumo de recursos e descarte de resíduos desnecessários. As cápsulas não podem ser recicladas facilmente porque são, muitas vezes, feitas de uma mistura de plástico e alumínio. São 6 gramas de café em 3 gramas de embalagem. Nós, em Hamburgo, pensamos que isso não deve ser comprado com o dinheiro dos contribuintes”, relatou Jan Dube, do Departamento de Meio Ambiente e Energia de Hamburgo.

O movimento, que é apenas uma parte da tentativa de tornar a cidade mais sustentável e amiga do ambiente, vem em resposta à recente explosão dessas cápsulas nos últimos anos. As vendas de cafés individuais triplicaram na Europa Ocidental e nos EUA desde 2011, e em 2013, máquinas para tais cápsulas foram vendidas na Europa Ocidental pela primeira vez.

Em 2014, os principais fabricantes venderam cerca de 9,8 bilhões de pacotes de cápsulas, e apenas 5% das pessoas faziam a reciclagem (o que também provavelmente não adiantou muito, por conta da dificuldade do processo). Embora a principal empresa produtora, Keurig, tenha se comprometido a criar uma versão totalmente reciclável do produto em 2020, os próximos 4 anos podem causar um dano terrível ao ambiente, dizem os especialistas. “Não importa o que eles digam sobre a reciclagem, essas coisas nunca serão recicláveis. Eu às vezes me sinto mal por ter criado isso”, disse John Sylvan, fundador da Keurig e inventor da cápsula de café, em entrevista ao The Atlantic.

Atualmente, cerca de 13% das pessoas na Alemanha consomem essas cápsulas diariamente. Nos EUA, a percentagem de pessoas com uma máquina de café encapsulado aumentou de 15% para 25% entre 2014 e 2015. O que é realmente preocupante é saber que as pessoas continuam usando mesmo conscientes sobre seus malefícios. De acordo com uma pesquisa recente, 1 em cada 10 britânicos disse acreditar que as “cápsulas de café sejam muito ruins para o Meio Ambiente”, mas, ao mesmo tempo, 22% dessas pessoas alegaram possuir uma máquina.

No caso de Hamburgo, a importante decisão se aplica apenas a edifícios de propriedade do governo. As cápsulas de café ainda são legais em qualquer outro lugar, mas essa redução pode, além de ser benéfica, estimular a discussão sobre o assunto.

Ps: o cineasta Mike Hachey criou um site chamado Kill the K-Cup“ e fez um video sobre as cápsulas.

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Redação da Science Alert. Artigo original em inglês aqui.

Biopetróleo: Cientistas produzem petróleo a partir do esgoto

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(PNNL/Divulgação)

Já pensou em encher o tanque do carro com esgoto? Em breve, isso será possível. Cientistas descobriram como transformar os resíduos que seguem vaso sanitário abaixo em combustível.

A tecnologia, chamada de liquefação hidrotérmica (HTL, na sigla em inglês), imita as condições geológicas que a Terra utiliza para criar petróleo bruto, usando altíssimas temperaturas e muita pressão. O processo consegue em minutos algo que a natureza leva milhões de anos para fazer.

Segundo os pesquisadores do Pacific Northwest National Laboratory (PNNL), associado ao Departamento de Energia dos EUA, o material resultante é semelhante ao petróleo bombeado do solo, com uma pequena quantidade de água e oxigênio misturado.

Esse óleo biocru, ou biopetróleo, pode ser então refinado para resultar em etanol, gasolina ou diesel. Além de produzir combustível útil, o processo poderia dar aos governos locais significativas economias de custos ao eliminar virtualmente a necessidade de tratamento, transporte e descarte de resíduos de esgoto.

“Há uma abundância de carbono em lodo de águas residuais municipais”, disse Corinne Drennan, responsável pela pesquisa de tecnologias de bioenergia no PNNL.

Potencial

As estações de tratamento de águas residuais nos EUA tratam aproximadamente 34 bilhões de litros de esgoto todos os dias. Esse montante poderia produzir o equivalente a cerca de 30 milhões de barris de petróleo por ano, de acordo com a pesquisa.

Uma avaliação independente feita pela Water Environment & Reuse Foundation (WE&RF) considera a tecnologia altamente disruptiva, por seu potencial para tratar sólidos de águas residuais.

Os pesquisadores da WE&RF observaram que o processo tem alta eficiência de conversão de carbono, com quase 60% do carbono disponível no lodo primário tornando-se biopetróleo.

A tecnologia foi licenciada para a empresa Genifuel Corporation, que agora trabalha com a empresa Metro Vancouver, em parceria com autoridades da terceira maior cidade do Canadá, a Colúmbia Britânica, para construir uma planta piloto, a um custo estimado de US$8 a US$ 9 milhões de dólares canadenses.

Confira o vídeo do processo (em inglês):

Link: Exame