Medalhas das Olimpíadas de Tóquio serão feitas com eletrônicos antigos

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Desde a chamada para os Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020, já podíamos imaginar que a tecnologia estaria bem presente nas comemorações. Até literalmente: o comitê olímpico anunciou que as medalhas entregues para os atletas serão feitas com eletrônicos antigos entregues pelos japoneses.

Pode não parecer, mas o lixo eletrônico pode ser muito bem aproveitado, já que algumas conexões em smartphones ou outras peças levam fios de bronze e ouro. O objetivo é arrecadar 8 toneladas de metal, previstas para serem distribuídas em 40 kg de ouro, 4.920 kg de prata e 2.944 kg de bronze.

Como é uma nova iniciativa, a coleta será interrompida logo quando o objetivo for atingido. Depois de entregues, os eletrônicos passarão por uma série de processos para separar os metais, o que resultará em 2 toneladas finais. Com tudo isso, é possível produzir 5 mil medalhas para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos.

A organização das Olimpíadas diz que, com o projeto, está seguindo uma recomendação da Agenda Olímpica de 2020, que é integrar a sustentabilidade em todos os aspectos do planejamento e execução dos Jogos. Para ajudar na execução da ideia, a população poderá descartar os eletrônicos em 2.400 pontos de coleta nas lojas da NTT Docomo, operadora de telefonia japonesa, a partir de abril.

Link: https://tecnoblog.net/206768/toquio-olimpiadas-medalhas-eletronicos-antigos/

Biopetróleo: Cientistas produzem petróleo a partir do esgoto

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(PNNL/Divulgação)

Já pensou em encher o tanque do carro com esgoto? Em breve, isso será possível. Cientistas descobriram como transformar os resíduos que seguem vaso sanitário abaixo em combustível.

A tecnologia, chamada de liquefação hidrotérmica (HTL, na sigla em inglês), imita as condições geológicas que a Terra utiliza para criar petróleo bruto, usando altíssimas temperaturas e muita pressão. O processo consegue em minutos algo que a natureza leva milhões de anos para fazer.

Segundo os pesquisadores do Pacific Northwest National Laboratory (PNNL), associado ao Departamento de Energia dos EUA, o material resultante é semelhante ao petróleo bombeado do solo, com uma pequena quantidade de água e oxigênio misturado.

Esse óleo biocru, ou biopetróleo, pode ser então refinado para resultar em etanol, gasolina ou diesel. Além de produzir combustível útil, o processo poderia dar aos governos locais significativas economias de custos ao eliminar virtualmente a necessidade de tratamento, transporte e descarte de resíduos de esgoto.

“Há uma abundância de carbono em lodo de águas residuais municipais”, disse Corinne Drennan, responsável pela pesquisa de tecnologias de bioenergia no PNNL.

Potencial

As estações de tratamento de águas residuais nos EUA tratam aproximadamente 34 bilhões de litros de esgoto todos os dias. Esse montante poderia produzir o equivalente a cerca de 30 milhões de barris de petróleo por ano, de acordo com a pesquisa.

Uma avaliação independente feita pela Water Environment & Reuse Foundation (WE&RF) considera a tecnologia altamente disruptiva, por seu potencial para tratar sólidos de águas residuais.

Os pesquisadores da WE&RF observaram que o processo tem alta eficiência de conversão de carbono, com quase 60% do carbono disponível no lodo primário tornando-se biopetróleo.

A tecnologia foi licenciada para a empresa Genifuel Corporation, que agora trabalha com a empresa Metro Vancouver, em parceria com autoridades da terceira maior cidade do Canadá, a Colúmbia Britânica, para construir uma planta piloto, a um custo estimado de US$8 a US$ 9 milhões de dólares canadenses.

Confira o vídeo do processo (em inglês):

Link: Exame

Replast: Tijolo é produzido a partir de plásticos retirados dos oceanos

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O plástico, por estar presente em diversos produtos que usamos em nosso dia a dia, pode ser considerado um dos grandes vilões quando falamos em descarte incorreto de materiais. Ao invés de ser encaminhado à reciclagem, grande parte do material é enviado a aterros sanitários, indo parar também nos oceanos, causando danos severos ao meio ambiente.

Com o decorrer dos anos, os pedaços de plástico se fragmentam nos oceanos e, ao serem confundidos com alimentos, prejudicam a vida de todos os tipos de animais, desde seres microscópios até grandes peixes e aves. Para se ter ideia da gravidade do problema, segundo informações divulgadas no Fórum Econômico Mundial de Davos, em janeiro deste ano, em 2050, é possível que os oceanos tenham mais resíduos de plásticos do que peixes.

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Sabendo disto e pensando em uma forma de fazer a diferença, a start up ByFusion criou um tijolo ecológico desenvolvido a partir de todos os tipos de plásticos retirados dos oceanos. Uma máquina modular comprime os plásticos em blocos duráveis que, a princípio, foram configurados no formato de um bloco de cimento comum. Porém, segundo os fabricantes, o tijolo ecológico, que foi batizado de Replast, pode ser customizado em diferentes formas e densidades.

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O Replast não precisa de colas ou adesivos, possui elevado isolamento térmico e acústico e, segundo a ByFusion, sua fabricação emite 95% menos gases de efeito estufa(GHG) em comparação com um bloco de concreto. A máquina que produz os tijolos pode ser transportada em contêineres para qualquer lugar do planeta, o que facilita sua distribuição.

O tijolo ecológico vem sendo usado na construção de muros e barreiras de estradas, mas a empresa já está trabalhando para que o Replast possa ser usado na construção de casas e edifícios. Confira abaixo um vídeo que mostra o funcionamento da máquina e a construção de um muro com o tijolo ecológico.

Link: http://www.condominiosverdes.com.br/tijolo-e-produzido-a-partir-de-plasticos-retirados-dos-oceanos/

Cientistas da UFSCar desenvolvem biovidro que cura feridas de pele

Link e VÍDEO: http://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/2016/10/cientistas-da-ufscar-desenvolvem-biovidro-que-cura-feridas-de-pele.html

Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) desenvolveram um tipo de biovidro flexível capaz de regenerar tecidos e acelerar o processo de cura de feridas.

O material apresentou bons resultados em testes com animais e o próximo passo será a realização de ensaios em humanos, previstos para 2017. Os pesquisadores têm um convênio com o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto e o projeto está em fase de análise.

“Curam feridas da pele, depois elas são reabsorvidas pelo corpo e são bactericidas, elas minimizam infecções e acabam com as bactérias”, contou o professor Edgar Zanotto.
“É um material absolutamente inovador”, continuou. “É o vidro que cura, é um biovidro, o vidro bioativo”.

Desenvolvimento

O biovidro tem sido usado como opção para diversos tipos de enxerto, mas depois de seis anos de estudo os cientistas do Laboratório de Materiais Vítreos conseguiram desenvolver um material diferente, bem mais flexível, uma manta semelhante à gaze usada em curativos.

“Esses vidros bioativos são parecidos com o vidro de janela, feitos de sílica, cálcio e sódio, mas em concentrações diferentes, então é isso que muda o jeitinho que esse vidro reage dentro do corpo”, explicou a pesquisadora Marina Trevelin Souza.
“A ideia é aplicar diretamente sobre a pele em cima das feridas porque esse material reabsorve em contato com o sangue e vai regenerando aquela ferida ou aquela queimadura”, completou.
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Grupo da UFSCar criou malha de biovidro que
ajuda em cicatrizações (Foto: Paulo Chiari/EPTV)

 Outra novidade do grupo é uma peça que pode ser usada como enxerto ósseo. “Nós podemos fazer enxertos com geometrias muito complexas e que encaixam perfeitamente no paciente”, comentou o pesquisador Murilo Crovace.

Além do formato, o produto também se diferencia de outros tipos de enxerto, como os de cerâmica, pelo tempo que o corpo leva para a absorção. No caso dos biovidros, esse processo ocorre de forma muito mais rápida.

“São poucos meses, enquanto as cerâmicas levariam anos para serem completamente absorvidas”, comparou Crovace.

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Nova peça de vidro pode ser usada em enxertos ósseos (Foto: Paulo Chiari/EPTV)

Projeto transforma plástico de lixo eletrônico em coletores de energia solar

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Com o objetivo de reduzir o volume de plástico, oriundo de aparelhos eletroeletrônicos e baratear o custo de painéis solares, a Instituição Social Ramacrisna, em parceria com a Una, Uni-BH, UFMG e CDI, lançam o Própolis – Projeto Polímeros para a Inclusão Social. A iniciativa, que conta com o apoio da Cemig e da Fapemig, unindo desta forma os setores público, privado e terceiro setor, conseguiu desenvolver coletores a partir destes polímeros, o que reduzirá consideravelmente os custos dos coletores, ampliando o acesso a este tipo de energia a mais camadas da sociedade.

Segundo Solange Bottaro, vice-presidente da Ramacrisna, o projeto PRÓPOLIS prevê um forte impacto nas comunidades onde irá atuar, uma vez que oportunizará a pró-atividade dos moradores através de ações de qualificação profissional, geração de emprego e renda, micro empreendedorismo, desenvolvimento de lideranças comunitárias e conscientização ambiental.

O público-alvo prioritário é formado por jovens sem experiência no mercado de trabalho que serão qualificados para atuar na confecção dos coletores solares, desde a coleta e separação dos resíduos eletroeletrônicos até a etapa final de fabricação. Essa sequência inclui o processo na preparação desse material, transformando-o em matéria-prima que, após composição adequada, extrusão e montagem produzirá o aquecedor final.

Com a tecnologia existente até o momento, esses painéis solares eram produzidos com cobre, o que onerava o valor final do produto. Através de pesquisas do Laboratório de Polímeros da UFMG, sob a coordenação da professora Maria Elisa Scarpelli, foram realizados diversos estudos para chegar à tecnologia ideal para o reaproveitamento dos resíduos plásticos.

Segundo Roberto Freitas, membro da equipe que participa do projeto e coordenador do grupo de Polímeros da UFMG, a maior importância da iniciativa é o fato dela conseguir aliar a questão ambiental, com a reciclagem dos polímeros, à questão econômica e social. “O objetivo final é que os participantes se apropriem da tecnologia, e passem a replicá-la, garantindo um processo autossustentável.”

Além do custo final, outra preocupação era que os protótipos também fossem leves. Segundo Elizabeth Pereira, professora e coordenadora do GEPEN, Grupo de Estudos e Pesquisas em Energia da UNA, instituição que faz a coordenação geral do projeto e o desenvolvimento dos protótipos, juntamente com o Uni-BH, “a importância da iniciativa está justamente no fato dele abranger toda a cadeia produtiva, desde a captação da matéria prima, passando pelo desenvolvimento da tecnologia e transferência deste conhecimento para as comunidades beneficiadas”.

O reaproveitamento do plástico dos eletroeletrônicos foi o ponto de partida para o desenvolvimento do projeto. A parte interna dos aparelhos tem mercado garantido para a reciclagem, mas o plástico, que gera maior volume de insumos, acabava sendo descartado. Por isso, o CDI Minas está capacitando catadores de lixo, jovens carentes e demais interessados a separar os materiais. Os participantes podem repassar o conhecimento e todos acabam ganhando, gerando mais trabalho e renda.

Busca de recursos para construir a fábrica

A construção e administração da fábrica para a produção dos coletores ficará a cargo da Ramacrisna em razão da larga experiência na gestão de projetos de autossustentabilidade. Para o levantamento dos recursos, a instituição realiza, entre os dias 05/08 e 30/09 uma campanha através da plataforma Kickante. Para doar, basta clicar AQUI.

Link:
http://ciclovivo.com.br/noticia/projeto-transforma-lixo-eletronico-em-coletores-de-energia-solar/

Lodo de esgoto será usado para produzir energia

Solução sustentável com biogás será feita pela Sabesp, em parceria com a iniciativa privada, em estação de tratamento de Barueri, na região metropolitana de São Paulo

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Na ETE de Barueri são tratados mais de 20 bilhões de litros de esgoto por mês de 4,4 milhões de pessoas da região

Com o objetivo de resolver um histórico problema ambiental, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) lançou neste mês um edital para construir uma estação de geração de energia elétrica a partir do biogás que é naturalmente produzido durante o processo de tratamento de esgoto e com isso eliminar o volume de lodo descartado no aterro sanitário – 500 toneladas por dia.

A empreitada será feita por meio de um contrato de concessão de 30 anos com a iniciativa privada na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Barueri, a maior da Grande São Paulo. Nela são tratados mais de 20 bilhões de litros de esgoto por mês de 4,4 milhões de pessoas da região, incluindo parte da capital. A Sabesp vai fornecer o lodo e o biogás gerados na ETE e a empresa entrará com a tecnologia para gerar energia térmica e elétrica.

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O biogás é um combustível gerado no processo de biodigestão para a secagem do lodo que fica na estação após o tratamento do esgoto e pode virar energia. Só que hoje esse potencial energético é queimado na própria ETE e lançado na atmosfera, enquanto o lodo seco é transportado até o aterro de Caieiras, na Grande São Paulo, onde sofre decomposição.

Em contrapartida ao descarte de lodo no aterro usado pela Prefeitura de São Paulo, a Sabesp trata todo o chorume da decomposição do lixo da cidade. Segundo o diretor metropolitano da estatal, Paulo Massato, com o novo negócio, o lodo também poderá ser usado pelo parceiro para a produção do biogás, e os resíduos que restarem não poderão mais ser despejados no aterro, como prevê o Plano Nacional de Resíduos Sólidos, sancionado em 2010.

“A primeira preocupação é de que estamos esgotando os aterros sanitários. Fomos buscar a melhor tecnologia disponível no mundo para usar o lodo e o biogás para gerar energia”, disse Massato. O edital prevê que nos primeiros cinco anos de concessão deverão ser gerados 5 megawatts de energia e 10 megawatts a partir do sexto ano. Essa energia é suficiente para suprir de 60% a 75% o consumo de energia da própria ETE. “Essa tecnologia é muito conhecida e traz benefícios ambientais e econômicos. A decomposição do lodo no aterro emite gases de efeito estufa danosos ao meio ambiente”, explica o químico Biagio Fernando Giannetti, especialista em sustentabilidade.

Fonte: Estadão

Uruguai constrói a primeira escola pública 100% sustentável da América Latina

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As crianças da pequena comunidade de Jaureguiberry, região costeira do Uruguai, já podem estudar em uma escola que tem a educação e a valorização do meio ambiente como princípios básicos. É neste local, onde vivem apenas 500 habitantes, que foi construída a Ecoescuela Sustentável, a primeira escola totalmente sustentável da América Latina.

Para construir a escola foram necessários 2.000 pneus, 5.000 garrafas de vidro, 2.000 metros quadrados de papelão e 8.000 latinhas de alumínio – materiais que seriam jogados no lixo. Além do uso de produtos reciclados, a escola conta com hortas para a produção de alimentos orgânicos e sistemas de captação de energia solar e eólica.

A escola, construída com a colaboração de cerca de 200 voluntários de 30 países, atualmente atende a 45 crianças. Entretanto, há um projeto para que esse número seja ampliado para cem vagas.

O prédio da escola – que possui metodologia de ensino baseada na valorização da natureza e no uso racional de recursos naturais – foi projetado pelo arquiteto norte-americano Michael Reynolds, experiente há 45 anos em construções autossustentáveis em vários países.

Confira abaixo fotos da Ecoescuela Sustentável!

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Valorização da natureza e uso consciente de recursos naturais são princípios da escola.

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Prédio foi construído com a colaboração de 200 voluntários.

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Materiais reciclados foram usados na construção da escola.

Com informações de The Greenest Post.

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