Startup usa acelerador de partículas para fabricar painéis solares mais baratos

Uma startup criou um método para usar um acelerador de partículas para fatiar finas fatias de silício, processo que ajudaria a reduzir o custo da fabricação de painéis solares em mais de 60% ao eliminar resíduos em 50 a 100 vezes.

A companhia, Rayton Solar, lançou uma campanha de equity crowdfunding no mês passado, que conseguiu levantar mais de US$ 844 mil. Além disso, levantou, de forma geral, US$ 2,4 milhões de uma meta de US$ 50 milhões.

Bill Nye, o apresentador da série televisiva “Bill Nye, The Science Guy”, visitou a sede da Rayton, em Santa Mônica, Califórnia e concordou em também apoiar a startup. Ele participou de um vídeo em que explica o processo por trás do acelerador de partícula para fabricar as bolachas de silício (assista abaixo).

A Rayton Solar foi fundada em 2012 quando Andrew Yakub, então designer de engenharia do Particle Beam Physics Laboratory na Universidade da Califórnia (UCLA), viu a necessidade para um método mais econômico para produzir bolachas de silício, a base para painéis solares.

Além de trabalhar na UCLA, em Los Angeles, Yakub estava à frente de uma companhia de instalação solar que, na época, se baseava em um programa de subsídio federal que fazia a instalação solar a um custo efetivo. Com o programa de concessão prestes a expirar, Yakub queria inventar uma célula solar mais barata e mais eficiente.

A matéria-prima da maioria das células solares convencionais hoje é o silício cristalino. Enquanto o silício é o segundo elemento mais abundante na Terra, ele precisa, primeiro, ser refinado no forno a temperaturas tão altas como 1.800 graus Celsius e sofre outros processos químicos caros antes de atingir a pureza solar de 99,999%, o que lhe permite coletar luz que pode ser transformada em eletricidade.

Uma vez que se encontra em forma cristalina, fabricantes usam serras de diamante para fatiar lingotes do cristal de silício a ser usado nas células solares, que formarão os painéis solares. O processo de serragem, entretanto, consegue transformar até metade do material em pó e as bolachas de silício produzidas são até de 200 microns de espessura.

Yakub ainda diz que patenteou um método para fatiar os lingotes de silício usando um acelerador de partícula próton , que produz uma bolacha de apenas três mícrons de espessura e sem desperdício de material.

Segundo o empreendedor, o acelerador de partícula próton custa cerca de US$ 2 milhões. Mas mesmo com o investimento, fabricantes disseram que conseguiriam obter uma redução de 60% nos custos de fabricação das bolachas de silício.

Um acelerador de partícula, disse Yakub, consegue produzir bolachas de silício o suficiente para fabricar seis megawatts de células solares por anos, que é suficiente para equipar mil casas com painéis solares.

Atualmente, células de silício finas como um papel filme já são usadas para fabricar um pequeno número de painéis solares. O processo de fabricação – chamado de deposição de vapor – pode ser mais lento e mais caro do que a produção tradicional de silício cristalino.

“Isso emprega o uso de um substrato cristalino onde o silício novo cresce lentamente na parte superior a 30-50 microns. Este método é lento e intensivo em termos de energia, mas igualmente requer o uso de silício com 30-50 mícrons de espessura”, explica Yakub. “Em Rayton, usamos uma técnica bem conhecida para cultivar uma grande bolha cristalina única (o lingote) e, em seguida, esfoliar uma fina camada de 3 mícrons de silício fora dela. Nós usamos uma técnica “de cima para baixo” enquanto o método de deposição de vapor é uma técnica “de baixo para cima”.

Uma vez que o crescimento de um único lingote de cristal já é usado em escala industrial e produzido mundialmente, a Rayton Solar não experimenta as mesmas complicações do método de crescimento usado na produção de células solares finas.

Uma questão que surge sobre o corte de silício para apenas 3 mícrons de espessura é que sua eficiência, ou capacidade de coletar fótons de luz, fica muito reduzida. Como a tecnologia de corte é tão eficiente, no entanto, pode ser usado silício de grau eletrônico ou de flutuação, que tem uma eficiência muito maior em comparação com o silício padrão usado para células solares.

“O silício da zona de flutuação é 10 vezes mais caro como matéria-prima, mas usamos 100 vezes menos, então, torna-se mais econômico”, explica Yakub. “Assim, o processo da Rayton cria painéis solares que são 25% mais eficientes do que o padrão da indústria”.

A Yakub, cuja empresa é privada, planeja executar a campanha de angariação de fundos no próximo ano e depois licenciar a tecnologia de aceleração de partículas para fabricantes de painéis solares.

“Nosso plano é provar que isso funciona com uma máquina em uma escala comercial como uma prova de conceito”, disse ele. “Então podemos licenciar a tecnologia para fabricantes maiores.”

Link: http://idgnow.com.br/internet/2017/02/23/startup-usa-acelerador-de-particulas-para-fabricar-paineis-solares-mais-baratos/

Medalhas das Olimpíadas de Tóquio serão feitas com eletrônicos antigos

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Desde a chamada para os Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020, já podíamos imaginar que a tecnologia estaria bem presente nas comemorações. Até literalmente: o comitê olímpico anunciou que as medalhas entregues para os atletas serão feitas com eletrônicos antigos entregues pelos japoneses.

Pode não parecer, mas o lixo eletrônico pode ser muito bem aproveitado, já que algumas conexões em smartphones ou outras peças levam fios de bronze e ouro. O objetivo é arrecadar 8 toneladas de metal, previstas para serem distribuídas em 40 kg de ouro, 4.920 kg de prata e 2.944 kg de bronze.

Como é uma nova iniciativa, a coleta será interrompida logo quando o objetivo for atingido. Depois de entregues, os eletrônicos passarão por uma série de processos para separar os metais, o que resultará em 2 toneladas finais. Com tudo isso, é possível produzir 5 mil medalhas para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos.

A organização das Olimpíadas diz que, com o projeto, está seguindo uma recomendação da Agenda Olímpica de 2020, que é integrar a sustentabilidade em todos os aspectos do planejamento e execução dos Jogos. Para ajudar na execução da ideia, a população poderá descartar os eletrônicos em 2.400 pontos de coleta nas lojas da NTT Docomo, operadora de telefonia japonesa, a partir de abril.

Link: https://tecnoblog.net/206768/toquio-olimpiadas-medalhas-eletronicos-antigos/

Gisele Bündchen chora ao sobrevoar a Amazônia e constatar o que a pecuária fez com a floresta

Assista:

http://players.brightcove.net/416418724/default_default/index.html?videoId=5201740294001

A supermodelo Gisele Bündchen participou de uma série do canal de TV por assinatura National Geographic que fala sobre ambientalismo. Gisele foi convidada a visitar seu país natal para sobrevoar a Floresta Amazônica e entender como a pecuária é prejudicial ao meio ambiente.

Em um pequeno avião e acompanhada de um ativista ambiental, Gisele recebeu informações sobre como a produção de carne tem transformado uma das florestas mais importantes do mundo em pasto. É claro que Gisele já havia lido a respeito ou assistido a algum documentário, mas ver com os próprios olhos fez com que a gaúcha derramasse lágrimas, literalmente.

Gisele ficou chocada ao saber que 20% da floresta, que ela considerava na infância ser um lugar mágico e indestrutível, já foi completamente devastada pela pecuária. Ela também ficou impressionada quando Paulo Adario, um dos fundadores da ONG Greenpeace Brasil, mencionou que 65% de todo o desmatamento da Floresta Amazônica está diretamente ligado à ação dos pecuaristas.

Paulo explicou que tudo começa com os madeireiros ilegais, que abrem estradas e retiram árvores com alto valor comercial. Então, os pecuaristas chegam e queimam todas as outras árvores que restaram no local e abrem imensos pastos para colocar a criação de gado.

“Quando você come um hambúrguer não se dá conta de que aquele hambúrguer vem da destruição da floresta tropical.” – disse Paulo. Gisele, claro, ficou desolada ao ver de perto o que o simples hábito de comer carne pode fazer de mal para o planeta.

Não há informações sobre se Gisele deixou de comer carne, mas a experiência foi evidentemente forte o bastante para fazê-la repensar seus hábitos.

Nos Estados Unidos, o episódio da série Years of Living Dangerously com Gisele foi ao ar na noite da última quarta-feira (16). No Brasil, o episódio deve ir ao ar no dia 27/11.

Assista ao vídeo (em inglês) | Link alternativo

Link: https://vista-se.com.br/gisele-bundchen-chora-ao-sobrevoar-a-amazonia-e-constatar-o-que-a-pecuaria-fez-com-a-floresta/