Medalhas das Olimpíadas de Tóquio serão feitas com eletrônicos antigos

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Desde a chamada para os Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020, já podíamos imaginar que a tecnologia estaria bem presente nas comemorações. Até literalmente: o comitê olímpico anunciou que as medalhas entregues para os atletas serão feitas com eletrônicos antigos entregues pelos japoneses.

Pode não parecer, mas o lixo eletrônico pode ser muito bem aproveitado, já que algumas conexões em smartphones ou outras peças levam fios de bronze e ouro. O objetivo é arrecadar 8 toneladas de metal, previstas para serem distribuídas em 40 kg de ouro, 4.920 kg de prata e 2.944 kg de bronze.

Como é uma nova iniciativa, a coleta será interrompida logo quando o objetivo for atingido. Depois de entregues, os eletrônicos passarão por uma série de processos para separar os metais, o que resultará em 2 toneladas finais. Com tudo isso, é possível produzir 5 mil medalhas para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos.

A organização das Olimpíadas diz que, com o projeto, está seguindo uma recomendação da Agenda Olímpica de 2020, que é integrar a sustentabilidade em todos os aspectos do planejamento e execução dos Jogos. Para ajudar na execução da ideia, a população poderá descartar os eletrônicos em 2.400 pontos de coleta nas lojas da NTT Docomo, operadora de telefonia japonesa, a partir de abril.

Link: https://tecnoblog.net/206768/toquio-olimpiadas-medalhas-eletronicos-antigos/

Gisele Bündchen chora ao sobrevoar a Amazônia e constatar o que a pecuária fez com a floresta

Assista:

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A supermodelo Gisele Bündchen participou de uma série do canal de TV por assinatura National Geographic que fala sobre ambientalismo. Gisele foi convidada a visitar seu país natal para sobrevoar a Floresta Amazônica e entender como a pecuária é prejudicial ao meio ambiente.

Em um pequeno avião e acompanhada de um ativista ambiental, Gisele recebeu informações sobre como a produção de carne tem transformado uma das florestas mais importantes do mundo em pasto. É claro que Gisele já havia lido a respeito ou assistido a algum documentário, mas ver com os próprios olhos fez com que a gaúcha derramasse lágrimas, literalmente.

Gisele ficou chocada ao saber que 20% da floresta, que ela considerava na infância ser um lugar mágico e indestrutível, já foi completamente devastada pela pecuária. Ela também ficou impressionada quando Paulo Adario, um dos fundadores da ONG Greenpeace Brasil, mencionou que 65% de todo o desmatamento da Floresta Amazônica está diretamente ligado à ação dos pecuaristas.

Paulo explicou que tudo começa com os madeireiros ilegais, que abrem estradas e retiram árvores com alto valor comercial. Então, os pecuaristas chegam e queimam todas as outras árvores que restaram no local e abrem imensos pastos para colocar a criação de gado.

“Quando você come um hambúrguer não se dá conta de que aquele hambúrguer vem da destruição da floresta tropical.” – disse Paulo. Gisele, claro, ficou desolada ao ver de perto o que o simples hábito de comer carne pode fazer de mal para o planeta.

Não há informações sobre se Gisele deixou de comer carne, mas a experiência foi evidentemente forte o bastante para fazê-la repensar seus hábitos.

Nos Estados Unidos, o episódio da série Years of Living Dangerously com Gisele foi ao ar na noite da última quarta-feira (16). No Brasil, o episódio deve ir ao ar no dia 27/11.

Assista ao vídeo (em inglês) | Link alternativo

Link: https://vista-se.com.br/gisele-bundchen-chora-ao-sobrevoar-a-amazonia-e-constatar-o-que-a-pecuaria-fez-com-a-floresta/

Poluição: Hamburgo na Alemanha, é a primeira cidade no mundo a proibir cápsulas de café

A moda do momento são as cápsulas de café expresso individuais, utilizadas em máquinas caras e responsáveis por um consumo excessivo de material. Há uma estatística que diz que, caso sejam alinhadas todas as cápsulas de café consumidas no mundo, seria possível circundar o globo 12 vezes. Para piorar, esses pequenos copos são feitos de uma mistura de plástico e alumínio, o que significa que a maioria das usinas de reciclagem em todo o mundo não consegue reciclá-las corretamente.

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Por conta disso, a cidade alemã de Hamburgo tornou-se a primeira no mundo a proibir a venda e a utilização de cápsulas de café individuais em todos os prédios administrados pelo governo. “Essas porções geram consumo de recursos e descarte de resíduos desnecessários. As cápsulas não podem ser recicladas facilmente porque são, muitas vezes, feitas de uma mistura de plástico e alumínio. São 6 gramas de café em 3 gramas de embalagem. Nós, em Hamburgo, pensamos que isso não deve ser comprado com o dinheiro dos contribuintes”, relatou Jan Dube, do Departamento de Meio Ambiente e Energia de Hamburgo.

O movimento, que é apenas uma parte da tentativa de tornar a cidade mais sustentável e amiga do ambiente, vem em resposta à recente explosão dessas cápsulas nos últimos anos. As vendas de cafés individuais triplicaram na Europa Ocidental e nos EUA desde 2011, e em 2013, máquinas para tais cápsulas foram vendidas na Europa Ocidental pela primeira vez.

Em 2014, os principais fabricantes venderam cerca de 9,8 bilhões de pacotes de cápsulas, e apenas 5% das pessoas faziam a reciclagem (o que também provavelmente não adiantou muito, por conta da dificuldade do processo). Embora a principal empresa produtora, Keurig, tenha se comprometido a criar uma versão totalmente reciclável do produto em 2020, os próximos 4 anos podem causar um dano terrível ao ambiente, dizem os especialistas. “Não importa o que eles digam sobre a reciclagem, essas coisas nunca serão recicláveis. Eu às vezes me sinto mal por ter criado isso”, disse John Sylvan, fundador da Keurig e inventor da cápsula de café, em entrevista ao The Atlantic.

Atualmente, cerca de 13% das pessoas na Alemanha consomem essas cápsulas diariamente. Nos EUA, a percentagem de pessoas com uma máquina de café encapsulado aumentou de 15% para 25% entre 2014 e 2015. O que é realmente preocupante é saber que as pessoas continuam usando mesmo conscientes sobre seus malefícios. De acordo com uma pesquisa recente, 1 em cada 10 britânicos disse acreditar que as “cápsulas de café sejam muito ruins para o Meio Ambiente”, mas, ao mesmo tempo, 22% dessas pessoas alegaram possuir uma máquina.

No caso de Hamburgo, a importante decisão se aplica apenas a edifícios de propriedade do governo. As cápsulas de café ainda são legais em qualquer outro lugar, mas essa redução pode, além de ser benéfica, estimular a discussão sobre o assunto.

Ps: o cineasta Mike Hachey criou um site chamado Kill the K-Cup“ e fez um video sobre as cápsulas.

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Redação da Science Alert. Artigo original em inglês aqui.

Biopetróleo: Cientistas produzem petróleo a partir do esgoto

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(PNNL/Divulgação)

Já pensou em encher o tanque do carro com esgoto? Em breve, isso será possível. Cientistas descobriram como transformar os resíduos que seguem vaso sanitário abaixo em combustível.

A tecnologia, chamada de liquefação hidrotérmica (HTL, na sigla em inglês), imita as condições geológicas que a Terra utiliza para criar petróleo bruto, usando altíssimas temperaturas e muita pressão. O processo consegue em minutos algo que a natureza leva milhões de anos para fazer.

Segundo os pesquisadores do Pacific Northwest National Laboratory (PNNL), associado ao Departamento de Energia dos EUA, o material resultante é semelhante ao petróleo bombeado do solo, com uma pequena quantidade de água e oxigênio misturado.

Esse óleo biocru, ou biopetróleo, pode ser então refinado para resultar em etanol, gasolina ou diesel. Além de produzir combustível útil, o processo poderia dar aos governos locais significativas economias de custos ao eliminar virtualmente a necessidade de tratamento, transporte e descarte de resíduos de esgoto.

“Há uma abundância de carbono em lodo de águas residuais municipais”, disse Corinne Drennan, responsável pela pesquisa de tecnologias de bioenergia no PNNL.

Potencial

As estações de tratamento de águas residuais nos EUA tratam aproximadamente 34 bilhões de litros de esgoto todos os dias. Esse montante poderia produzir o equivalente a cerca de 30 milhões de barris de petróleo por ano, de acordo com a pesquisa.

Uma avaliação independente feita pela Water Environment & Reuse Foundation (WE&RF) considera a tecnologia altamente disruptiva, por seu potencial para tratar sólidos de águas residuais.

Os pesquisadores da WE&RF observaram que o processo tem alta eficiência de conversão de carbono, com quase 60% do carbono disponível no lodo primário tornando-se biopetróleo.

A tecnologia foi licenciada para a empresa Genifuel Corporation, que agora trabalha com a empresa Metro Vancouver, em parceria com autoridades da terceira maior cidade do Canadá, a Colúmbia Britânica, para construir uma planta piloto, a um custo estimado de US$8 a US$ 9 milhões de dólares canadenses.

Confira o vídeo do processo (em inglês):

Link: Exame