Projeto transforma plástico de lixo eletrônico em coletores de energia solar

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Com o objetivo de reduzir o volume de plástico, oriundo de aparelhos eletroeletrônicos e baratear o custo de painéis solares, a Instituição Social Ramacrisna, em parceria com a Una, Uni-BH, UFMG e CDI, lançam o Própolis – Projeto Polímeros para a Inclusão Social. A iniciativa, que conta com o apoio da Cemig e da Fapemig, unindo desta forma os setores público, privado e terceiro setor, conseguiu desenvolver coletores a partir destes polímeros, o que reduzirá consideravelmente os custos dos coletores, ampliando o acesso a este tipo de energia a mais camadas da sociedade.

Segundo Solange Bottaro, vice-presidente da Ramacrisna, o projeto PRÓPOLIS prevê um forte impacto nas comunidades onde irá atuar, uma vez que oportunizará a pró-atividade dos moradores através de ações de qualificação profissional, geração de emprego e renda, micro empreendedorismo, desenvolvimento de lideranças comunitárias e conscientização ambiental.

O público-alvo prioritário é formado por jovens sem experiência no mercado de trabalho que serão qualificados para atuar na confecção dos coletores solares, desde a coleta e separação dos resíduos eletroeletrônicos até a etapa final de fabricação. Essa sequência inclui o processo na preparação desse material, transformando-o em matéria-prima que, após composição adequada, extrusão e montagem produzirá o aquecedor final.

Com a tecnologia existente até o momento, esses painéis solares eram produzidos com cobre, o que onerava o valor final do produto. Através de pesquisas do Laboratório de Polímeros da UFMG, sob a coordenação da professora Maria Elisa Scarpelli, foram realizados diversos estudos para chegar à tecnologia ideal para o reaproveitamento dos resíduos plásticos.

Segundo Roberto Freitas, membro da equipe que participa do projeto e coordenador do grupo de Polímeros da UFMG, a maior importância da iniciativa é o fato dela conseguir aliar a questão ambiental, com a reciclagem dos polímeros, à questão econômica e social. “O objetivo final é que os participantes se apropriem da tecnologia, e passem a replicá-la, garantindo um processo autossustentável.”

Além do custo final, outra preocupação era que os protótipos também fossem leves. Segundo Elizabeth Pereira, professora e coordenadora do GEPEN, Grupo de Estudos e Pesquisas em Energia da UNA, instituição que faz a coordenação geral do projeto e o desenvolvimento dos protótipos, juntamente com o Uni-BH, “a importância da iniciativa está justamente no fato dele abranger toda a cadeia produtiva, desde a captação da matéria prima, passando pelo desenvolvimento da tecnologia e transferência deste conhecimento para as comunidades beneficiadas”.

O reaproveitamento do plástico dos eletroeletrônicos foi o ponto de partida para o desenvolvimento do projeto. A parte interna dos aparelhos tem mercado garantido para a reciclagem, mas o plástico, que gera maior volume de insumos, acabava sendo descartado. Por isso, o CDI Minas está capacitando catadores de lixo, jovens carentes e demais interessados a separar os materiais. Os participantes podem repassar o conhecimento e todos acabam ganhando, gerando mais trabalho e renda.

Busca de recursos para construir a fábrica

A construção e administração da fábrica para a produção dos coletores ficará a cargo da Ramacrisna em razão da larga experiência na gestão de projetos de autossustentabilidade. Para o levantamento dos recursos, a instituição realiza, entre os dias 05/08 e 30/09 uma campanha através da plataforma Kickante. Para doar, basta clicar AQUI.

Link:
http://ciclovivo.com.br/noticia/projeto-transforma-lixo-eletronico-em-coletores-de-energia-solar/

Energy Day: 8 de outubro – Casa Suíça 2016 (House of Switzerland Brazil)

A Casa Suíça vai receber o evento gratuito Energy Day (Dia da Energia) na Lagoa, Rio de Janeiro, no dia 8 de agosto. Endereço: Baixo Suíça = Corte do Cantagalo, Lagoa, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro 22471-003

No dia 8 de Agosto de 2016, o Swiss Business Hub e a swissnex Brasil irão transformar a House of Switzerland Brazil 2016 HoS (Baixo Suíça) numa “casa de energia” coletiva, que convida visitantes e especialistas a descobrir, apresentar, debater produzir e economizar energia em vista de alcançar um objetivo comum.

Durante esse dia vários pontos de encontro serão abertos ao público para chamar a atenção sobre o projeto 2.000 Watt Society, dos pesquisadores da ETZ de Zurique. Estes pontos de encontro interativos permitirão a cada visitante da Casa da Suíça terem mais consciência sobre seu próprio consumo de eletricidade, convidando a plantarem uma semente para definir o limite de consumo de eletricidade, permitindo aos Cariocas viverem confortavelmente sem impactar negativamente o meio ambiente.

Às 13:30, haverá um workshop fechado durante o qual pela primeira vez especialistas Suíços e Brasileiros irão apresentar e debater os desafios dos dois países, dedicando uma parte à importância das fontes de energia renováveis intermitentes, como as energias solar e eólica. Inspirando-se na paisagem “lago-montanhas” do “Baixo Suíça”, os especialistas convidados irão discutir oportunidades para ambos os países sobre sua experiência em operar redes elétricas com alto poder de energia hídrica.

Às 18:00, segue uma sessão de apresentações aberta ao público sobre o estado de arte do campo das energias. A academia em conjunto com as startups irão convidar os visitantes da Casa da Suíça para descobrir como essas inovações poderão ajudar a Suíça e o Brasil a terem uma maior percentagem de energias renováveis nas suas redes.

Você quer descobrir o que é o conceito 2.000 Watt Society ou se desafiar para saber quanta eletricidade consegue produzir com seus músculos? Venha à swissnex na Casa da Suíça no dia 08 de Agosto!

Programa

  • Das 11:00 às 18:00: (Aberto para o público) 

Estações interativas abertas ao público para gerar e economizar eletricidade

  • Das 13:30 às 18:00: (Fechado para convidados)

Workshop exclusivo para convidados sobre o tema “Os desafios da integração de uma maior percentagem de energias renováveis intermitentes nas redes existentes”

  • Das 18:00 às 20:00: (Aberto para o público) 

Apresentações sobre o “Estado da Arte das Soluções – aplicações de pesquisa e mercado”.

Para qualquer informação adicional, não hesitem em contatar:

Adriano Bürgi – adriano@swissnexbrazil.org – tel: +55 (21) 3806 2142

Fonte

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Lodo de esgoto será usado para produzir energia

Solução sustentável com biogás será feita pela Sabesp, em parceria com a iniciativa privada, em estação de tratamento de Barueri, na região metropolitana de São Paulo

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Na ETE de Barueri são tratados mais de 20 bilhões de litros de esgoto por mês de 4,4 milhões de pessoas da região

Com o objetivo de resolver um histórico problema ambiental, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) lançou neste mês um edital para construir uma estação de geração de energia elétrica a partir do biogás que é naturalmente produzido durante o processo de tratamento de esgoto e com isso eliminar o volume de lodo descartado no aterro sanitário – 500 toneladas por dia.

A empreitada será feita por meio de um contrato de concessão de 30 anos com a iniciativa privada na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Barueri, a maior da Grande São Paulo. Nela são tratados mais de 20 bilhões de litros de esgoto por mês de 4,4 milhões de pessoas da região, incluindo parte da capital. A Sabesp vai fornecer o lodo e o biogás gerados na ETE e a empresa entrará com a tecnologia para gerar energia térmica e elétrica.

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O biogás é um combustível gerado no processo de biodigestão para a secagem do lodo que fica na estação após o tratamento do esgoto e pode virar energia. Só que hoje esse potencial energético é queimado na própria ETE e lançado na atmosfera, enquanto o lodo seco é transportado até o aterro de Caieiras, na Grande São Paulo, onde sofre decomposição.

Em contrapartida ao descarte de lodo no aterro usado pela Prefeitura de São Paulo, a Sabesp trata todo o chorume da decomposição do lixo da cidade. Segundo o diretor metropolitano da estatal, Paulo Massato, com o novo negócio, o lodo também poderá ser usado pelo parceiro para a produção do biogás, e os resíduos que restarem não poderão mais ser despejados no aterro, como prevê o Plano Nacional de Resíduos Sólidos, sancionado em 2010.

“A primeira preocupação é de que estamos esgotando os aterros sanitários. Fomos buscar a melhor tecnologia disponível no mundo para usar o lodo e o biogás para gerar energia”, disse Massato. O edital prevê que nos primeiros cinco anos de concessão deverão ser gerados 5 megawatts de energia e 10 megawatts a partir do sexto ano. Essa energia é suficiente para suprir de 60% a 75% o consumo de energia da própria ETE. “Essa tecnologia é muito conhecida e traz benefícios ambientais e econômicos. A decomposição do lodo no aterro emite gases de efeito estufa danosos ao meio ambiente”, explica o químico Biagio Fernando Giannetti, especialista em sustentabilidade.

Fonte: Estadão

Bicicleta de plástico reciclado é produzida no Brasil

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Que tal uma armação de bicicleta produzida a partir de plástico de garrafas PET, embalagens de shampoo e peças de geladeira? Pelo menos a 2.500 pessoas essa ideia interessa. Elas estão numa lista de espera para adquirir uma bike de quadro reciclado que é fabricada, sob encomenda, em São Paulo. Essa bicicleta é mais resistente, flexível e barata. Isso porque o plástico não enferruja, amortece naturalmente e sua fabricação transforma resíduos sólidos em um novo produto.

A invenção é do artista plástico uruguaio Juan Muzzi, radicado no Brasil. Ele estuda a fabricação desse modelo há doze anos, investindo dinheiro próprio. Há um ano e meio o molde final ficou pronto. A partir de novembro os primeiros exemplares serão distribuídos. “Tenho a patente da primeira bicicleta de plástico reciclado do mundo”, diz.

Para fabricá-las, Muzzi conta com o trabalho de algumas ONGs que recolhem sucata e vendem para uma empresa que granula o material. Os grãos são vendidos para a Imaplast, empresa de moldes que Muzzi dirige. Também é possível que o próprio interessado leve o material reciclável. No processo de produção, o plástico granulado entra em uma máquina e é injetado no molde de aço. “Cada quadro demora dois minutos e meio para ser fabricado e, se for feito só de PET, usa 200 garrafas”, explica o empresário.

A maioria das encomendas – elas devem ser feitas pelo site MuzziCycles* – pedem os quadros, apenas. Cada um custa R$ 250. Mas também é possível comprar a bicicleta completa, que pode chegar a R$ 3 mil. Estados Unidos, Alemanha, México e Paraguai já demostraram interesse em encomendar magrelas de plástico reciclado. Um modelo infantil começa a ser produzido no ano que vem. E mais: “Em maio começamos a fazer um modelo de cadeira de rodas. Mas nesse caso vamos doá-las. A pessoa só terá de trazer o material plástico”, conta Muzzi.

Fonte: Planeta Sustentável

Uruguai constrói a primeira escola pública 100% sustentável da América Latina

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As crianças da pequena comunidade de Jaureguiberry, região costeira do Uruguai, já podem estudar em uma escola que tem a educação e a valorização do meio ambiente como princípios básicos. É neste local, onde vivem apenas 500 habitantes, que foi construída a Ecoescuela Sustentável, a primeira escola totalmente sustentável da América Latina.

Para construir a escola foram necessários 2.000 pneus, 5.000 garrafas de vidro, 2.000 metros quadrados de papelão e 8.000 latinhas de alumínio – materiais que seriam jogados no lixo. Além do uso de produtos reciclados, a escola conta com hortas para a produção de alimentos orgânicos e sistemas de captação de energia solar e eólica.

A escola, construída com a colaboração de cerca de 200 voluntários de 30 países, atualmente atende a 45 crianças. Entretanto, há um projeto para que esse número seja ampliado para cem vagas.

O prédio da escola – que possui metodologia de ensino baseada na valorização da natureza e no uso racional de recursos naturais – foi projetado pelo arquiteto norte-americano Michael Reynolds, experiente há 45 anos em construções autossustentáveis em vários países.

Confira abaixo fotos da Ecoescuela Sustentável!

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Valorização da natureza e uso consciente de recursos naturais são princípios da escola.

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Prédio foi construído com a colaboração de 200 voluntários.

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Materiais reciclados foram usados na construção da escola.

Com informações de The Greenest Post.

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